Rosa
Por todos os caminhos que segui
Onde a tormenta se manifestara
Um roseiral maltratado assim vi,
Onde uma pequena rosa sobrara.
Sozinha, por entre os cruéis espinhos,
Aceitou as noites negras e gélidas.
Mantendo a força sem outros caminhos,
Lutou, manteve as pétalas, ingénuas...
Durante a noite encheu-se de luar
Deixando a chuva por si só correr.
Como se pôde assim sacrificar?
Amanha pode até nem lá estar,
Pois na solidão deixa-se morrer
Deixando-nos apenas as memórias...
quarta-feira, novembro 30, 2005
quinta-feira, novembro 17, 2005

Lua
Ao fim de um longo dia exaustivo,
Em que o corpo reclama por descanso,
Contemplo a densa lua , pensativo,
Rendendo-me ao seu cativante encanto.
Ó Lua, tantas vezes me servis-te
De consolação para as minhas mágoas.
Quantas foram as vezes que secas-te,
De meus olhos, as incessantes lágrimas?
Foram tantas que a conta já perdi...
Nas noites gélidas, em que sentia
O vento cortante abraçar-se a mim,
Eras tu quem minha alma aquecia.
Graciosa, resplandecente, única...
Guardiã de meus sonhos inocentes.
Sentes no ar esta tranquila música?
Ouves? Estão a cantar de contentes!

segunda-feira, novembro 14, 2005
terça-feira, novembro 08, 2005

Amor Terno
Entreguei-me ao Amor de corpo e alma,
Procurando nele o conforto divino
Que meu espírito tanto ansiava.
Mas, será este um afável caminho?
Oh, que sobre mim caiem mil tormentos!
Não sou singular nesta fantasia...
Apenas os olhares desatentos
Não compreendem a minha agonia.
Tenho na minha pele os seus vestígios,
Nos meus lábios seu doce sabor,
Os olhos, esses vêem meus sacrifícios...
Ai, mas seu coração - não é só meu!
Bate também por um outro amor...
Mas o meu, esse, será sempre seu!

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