
Olho a pena adormecida no encanto
de ser eterna na sua leveza
e nas palavras manchadas de negro.
É submissa à vontade do criador;
arde na sua revolta embriagada
por desejos e sonhos adormecidos.
Gulosa, não me olhes assim!
A tinta com que te lambes inflacionou…
Bebe antes do meu sangue
que é amargo e quente como o vinho;
consome-o até que o corpo gele,
para que se liberte a alma da melancolia…
…de ser refém das amarras do tempo.