
Como posso eu odiar algum dia o Amor
Mesmo quando este me ataca em flagrante dor?
O seu verdadeiro culpado dizem ser o tempo, é ele o eleito!
Acho que o Amor encontra sempre o alibi perfeito...

| Unificai-vos Ao sentir o enlear cósmico Da Terra com o Mar, o Vento e o Fogo Saudando a divina Energia que os move. Juntos circulam neste tempo que corre... Escuta a melodia, o despertar do Vento Que novos perfumes nos liberta no pensamento. Nunca se cansará o Mar de purificar Novos e diferentes corpos, consumindo-os sem pecar. Acorda e vê a chama quente e desperta Que dança aos nossos olhos parecendo incerta Mas forte. Unifica o coração, é chama ardente, Brilhante e apaixonada – de Sol nascente... Observa as cores de mil aguarelas tingidas Pelos campos em redor, como perdidas: São divinas; e o seu perfume, a fragrância Que acalma a alma e a sua ânsia de criança. Unifiquem-se forças universais incorruptas, Sintam o meu desejo, as vozes dissolutas. Escutai minhas preces e aceitai meus tributos, Deixai-me consumir da vida seus doces frutos. A vós me pronuncio em nome do Amor, Em nome deste que me consome a temível dor... Que gritos me fareis soltar a vosso chamamento? Que desejos me irão levar com a força do tempo? Unificai-vos – as forças do venerado Mar Já consumidor do supremo Ar Que envolvendo-se na Terra divina Desperta o fogo que a incrimina! A vossa união dar-me-á a força que preciso Para só suportar o doloroso destino Que o tempo me impôs amarga e cruelmente Longe do Amor – a força do Sol nascente... |


| Tempo Imenso Penso no tempo e na sua imensidão Enquanto sinto o vento que sopra forte Contra o meu destino, oprimindo a sorte, Escondendo-me amargamente a razão. Que procuro então, se não força divina Para que os meus sonhos possam despertar E serem livres como o rebelde mar? Quero a força para que a minha alma viva. Espero-te no silêncio, escutando só, Enquanto presencio a mudança eterna Do tempo: a bela lua e o brilhante sol... Escuto o avançar incessante do tempo, Cuja resposta revela ser incerta, Mudando, rebelde, num simples momento... |

Este era um trabalho de casa de literatura portuguesa que consistia em fazer uma dissertação onde fizesse-mos um elogio à vida, apesar de todos os obstáculos.
A Vida
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| Escuto-vos Palavras Escuto-vos palavras: Que sapientes memórias Me trazeis escondidas? Serão antigas glórias? Sinto a suave vibração Do vosso celeste canto Que acalma meu coração. Soltem esse pesado manto... Que segredos escondeis, Palavras libertas, Aos vossos devotos fieis? Não revelem os segredos Como páginas abertas: Mostrem apenas os medos... |

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No dia 14 de Fevereiro, entre as 22:00h e as 22:14h, três (ou um) engraçadinhos resolveram colocar, neste blog, comentários no poema “Dá-me a tua mão” cujo conteúdo deixa muito a desejar: Anonymous said... pá... a sério n axas k já és um bocado crescido pa teres imagens da Sailor Moon no teu Blog?Isso é mesmo á gay Terça-feira, Fevereiro 14, 2006 10:00:33 PM Zeferino said... Ora bem...isto é assim...é perciso teres calma...pk isso cura-se...se fores a tempo consegues safar-te a tempo, do sindrome Elton Jhon...epa isso e grave...mas oia uma cena...tens jeito pa poeta...so te faltam dar uma pinocada no olho pa ficares cego duma vista como o fernando pessoa, epá n e esse, e o Camões...emfim...es um Senhor...um Senhor...epá...fg...esses poemas...pera deixa-me ir a casa de banho...ja voltei...LOOOOLxD...emfim...Princesa Nunca Xota tá fofo?....ÉS MESMO GAY!!CUARALHO POO PPUUTTOO VAII PAA TROPPAA! Terça-feira, Fevereiro 14, 2006 10:07:53 PM Anonymous said... Porra... rapaz(isto n é certo), n percebest k esses teus poemas só m fazem ter uma crise d caganeira, pra dpois ta mandar á TROMBA!!!!Prefiro ler dvudas d gajas na Maria sobre o periodo , do k essas merdas pseudo-existenciais k metes ai.ddica-t á prostutuição masculina!!!!Sua PUTA!!!!!!AHHHHHHHHHHHH Terça-feira, Fevereiro 14, 2006 10:13:33 PM Pedia aos engraçadinhos (ou engraçadinho) que o fizeram se identificassem. Além de terem posto comentários cheios de erros ortográficos, apontam à minha masculinidade (ou falta dela) como tentativa de provocação e/ou revolta interior da minha parte. Perante tal só tenho a referir que pior que ser homossexual é não ter coragem suficiente para dizer as coisas na cara e lançar ofensas (sem qualquer sentido) anonimamente. Se quem o fez for assim tão “homem”, de certo que irá revelar-se.Agradecia que tal não se repetisse uma vez que, se o conteúdo deste blog desagrada tanto, têm uma boa solução: não o leiam. |

L’amour est toujours victorieux Esta é a pequena história onde o amor vence sempre. Pode ser pequena e não parecer ter muito sentido, mas até é engraçada. |

“a consciência é essência do ser humano e fonte de conhecimento e de verdade”


| A dor da ausência A ausência de cada momento Em que não sinto a tua respiração Faz crescer em mim o medo Que me corta o coração. Procuro-te nos meus sonhos Mas neles tu deixas-te partir; É nessas alturas que meus olhos Lágrimas de dor deixam fluir. E tudo isto porque não consigo Viver nem um só segundo Sem partilhar contigo um sorriso Oiço o tempo passar… Eu não quero o mundo, Apenas te quero amar… |

Cai a neve solene numa rua deserta
Cai a neve solene numa rua deserta.
Onde nada se move, nada desperta.
Anseio que o silêncio se vá sem murmúrios
E que leve todos os oprimidos lamúrios…
Suavemente vão caindo os inocentes
Flocos de neve. Morrem, indiferentes,
Na estrada suja e espezinhada.
A tarde adormeceu amargurada…
E eu que no silêncio escuto só,
Os batimentos do vento nos ramos,
O mesmo que fere as flores sem dó.
Fecho as cortinas – volto para o descanso.
É o mundo onde vivo, sem almas, sem cantos.
Já nem a dor salgada me espanta!

Amore Amare est
Amor é dar e receber;
Aprender-mos a conhecer.
É corpo e alma unidos num!
Amor que a todos é comum...
É sentir no vento a essência!
De uma flor, a sua inocência.
Sentir a dor que nos consome;
É a perdição de quem sofre.
Amar é viver e morrer...
É ganhar e depois perder,
Sentir a paz e o conflito.
Viver a sua independência
Ou ditar a nossa sentença.
Amar é o nosso destino...
Amor Perdido
Naquela noite, que jamais esquecerei
Como um encontro casual nos descobrimos.
Soltámos todos os nossos medos - sorrimos!
Ainda me lembro de como te beijei...
Lado a lado caminhámos, como um só ser;
Contámos estrelas, desejámos amor
Para que fosse eterno e jamais vice a dor.
Contigo aprendi outras formas de viver...
A lua testemunhou todas as memórias,
Que no coração trago muito bem guardadas,
Tal como agora testemunha as minhas lágrimas.
A vida é injusta e não vive só de glórias...
Hoje é o dia em que tudo com que eu sonhei
Se desvanecerá a meus olhos de ninguém.
Rosa
Por todos os caminhos que segui
Onde a tormenta se manifestara
Um roseiral maltratado assim vi,
Onde uma pequena rosa sobrara.
Sozinha, por entre os cruéis espinhos,
Aceitou as noites negras e gélidas.
Mantendo a força sem outros caminhos,
Lutou, manteve as pétalas, ingénuas...
Durante a noite encheu-se de luar
Deixando a chuva por si só correr.
Como se pôde assim sacrificar?
Amanha pode até nem lá estar,
Pois na solidão deixa-se morrer
Deixando-nos apenas as memórias...










