domingo, abril 09, 2006




















Como posso eu odiar algum dia o Amor
Mesmo quando este me ataca em flagrante dor?
O seu verdadeiro culpado dizem ser o tempo, é ele o eleito!
Acho que o Amor encontra sempre o alibi perfeito...

Unificai-vos

Ao sentir o enlear cósmico
Da Terra com o Mar, o Vento e o Fogo
Saudando a divina Energia que os move.
Juntos circulam neste tempo que corre...

Escuta a melodia, o despertar do Vento
Que novos perfumes nos liberta no pensamento.
Nunca se cansará o Mar de purificar
Novos e diferentes corpos, consumindo-os sem pecar.

Acorda e vê a chama quente e desperta
Que dança aos nossos olhos parecendo incerta
Mas forte. Unifica o coração, é chama ardente,
Brilhante e apaixonada – de Sol nascente...

Observa as cores de mil aguarelas tingidas
Pelos campos em redor, como perdidas:
São divinas; e o seu perfume, a fragrância
Que acalma a alma e a sua ânsia de criança.

Unifiquem-se forças universais incorruptas,
Sintam o meu desejo, as vozes dissolutas.
Escutai minhas preces e aceitai meus tributos,
Deixai-me consumir da vida seus doces frutos.

A vós me pronuncio em nome do Amor,
Em nome deste que me consome a temível dor...
Que gritos me fareis soltar a vosso chamamento?
Que desejos me irão levar com a força do tempo?

Unificai-vos – as forças do venerado Mar
Já consumidor do supremo Ar
Que envolvendo-se na Terra divina
Desperta o fogo que a incrimina!

A vossa união dar-me-á a força que preciso
Para só suportar o doloroso destino
Que o tempo me impôs amarga e cruelmente
Longe do Amor – a força do Sol nascente...

segunda-feira, março 27, 2006




















Amanheceu nos campos da vida!

Hoje despertei de um sono profundo.
Abri os olhos e contemplei este mundo
Sorrindo para o céu azul suave
Enquanto ouvia o som da liberdade.

Percorri todos os campos da vida
E encontrei a flor que achava perdida:
Nunca me esquecerei do seu odor
Doce e ingénuo, com memórias de amor...

Hoje irei todas as sombras guardar
E escondê-las-ei no eterno esquecido
Para que ninguém as possa encontrar.

Hoje vou contar todas as estrelas
Deitado nas telhas do meu telhado,
Perguntando: quem mais estará a vê-las?

terça-feira, março 21, 2006




















O Amor e a Morte de um Sonho

Amor, que paladar acerbo mas tão mélico
Que seduz maliciosamente os imprudentes.
O teu lado sereno esconde a força bélica,
Destrutiva e sombria. Feres os inocentes.

Tomas-te conta do meu corpo sem pedir
E, inocente, deixei-me envolver cegamente,
Desconhecendo que mais tarde irias partir
Deixando-me as mágoas cravadas neste ventre...

Que consolação irei eu dar às memórias
Que neste coração continuam guardadas
Como belas, preciosas e valiosas jóias?

Amor, poderei não voltar-te a conhecer
E jamais ver contigo novas alvoradas.
Precinto que mais um sonho irei ver morrer...

domingo, março 19, 2006


Tempo Imenso

Penso no tempo e na sua imensidão
Enquanto sinto o vento que sopra forte
Contra o meu destino, oprimindo a sorte,
Escondendo-me amargamente a razão.

Que procuro então, se não força divina
Para que os meus sonhos possam despertar
E serem livres como o rebelde mar?
Quero a força para que a minha alma viva.

Espero-te no silêncio, escutando só,
Enquanto presencio a mudança eterna
Do tempo: a bela lua e o brilhante sol...

Escuto o avançar incessante do tempo,
Cuja resposta revela ser incerta,
Mudando, rebelde, num simples momento...

sábado, março 18, 2006


Este era um trabalho de casa de literatura portuguesa que consistia em fazer uma dissertação onde fizesse-mos um elogio à vida, apesar de todos os obstáculos.

A Vida


A vida é um bem precioso, uma dádiva que nos é dada. Ao longo deste nosso percurso vamos evoluindo e atingindo várias etapas. Se pensarmos que vai ser sempre utopicamente perfeita estaríamos a iludir-nos, porque nada na vida, nem mesmo a própria, pode ser perfeito, temos que ser nós a fazer com que seja “perfeita” aos nossos olhos. Mas serão os obstáculos unicamente destrutivos, ou será que nos dão algo de positivo?
Neste percurso a que chamamos vida, nesta grande viagem, vivemos experiências que nos podem marcar, sejam boas ou más. Problemas de saúde, familiares, trabalho, amor, entre outros, fazem-nos pensar que essa dor, que sentimos naquele momento, é eterna e que nunca seremos felizes. Daí perguntarmo-nos, por vezes, se valerá mesmo a pena continuar a viver e chegamos mesmo a questionar a nossa própria existência e qual o seu objectivo, que no parece inexistente. Mas, por incrível que nos possa parecer, depois da tempestade vem a bonança. Nesses momentos mais tenebrosos há sempre algo que nos “aquece e ilumina”. Normalmente são os nossos amigos, a própria família, o amor ou até mesmo uma paisagem.
Perguntamo-nos então, para que serviu todo este sofrimento, porque é que a vida nos coloca estes obstáculos que parecem não querer desaparecer? A vida coloca-nos estes obstáculos ao longo do nosso percurso, alguns causados por nós próprios, para que possamos ganhar resistências, crescermos e aprendermos. Se não existisse o mal, como saberíamos o que é bom?
A vida é mesmo assim, um ciclo de altos e baixos sucessivos. Mesmo que pareça que só nos acontecem coisas más, tal não corresponde à verdade. Temos que procurar dentro de nós próprios aquilo que pode mudar a situação e fazer com que nos sintamos melhor. A vida é a magia eterna, um misto de tudo e de nada, é a prova do equilíbrio. A vida é uma dádiva que nos foi dada e não deve ser desperdiçada. A vida é o que nós quisermos, basta acreditar e não esquecer que não vivemos só de sonhos.

quinta-feira, março 16, 2006


Escuto-vos Palavras

Escuto-vos palavras:
Que sapientes memórias
Me trazeis escondidas?
Serão antigas glórias?

Sinto a suave vibração
Do vosso celeste canto
Que acalma meu coração.
Soltem esse pesado manto...

Que segredos escondeis,
Palavras libertas,
Aos vossos devotos fieis?

Não revelem os segredos
Como páginas abertas:
Mostrem apenas os medos...

terça-feira, março 14, 2006















Olha, não é um sonho...

Foi naquele jardim,
naquele jardim onde vi
uma arvore morta.
Olha para ela agora:
a cor vestiu-a
e perfumou-a!
Olha como se pôs bela
só para te receber!
Se te sentares junto dela
consegues escutar o rio
e vê-lo não muito longe.
Não estás só,
ela trouxe-te amigos.
Não os ouves cantar?
Olha as borboletas:
umas no ar,
outras nas flores,
suspensas...
Parecem fadas!
Olha, o sol está a pôr-se
e com ele o céu
tinge-se de cores
laranja, purpura...
Escureceu...
Olha para a lua
resplandecente
neste céu estrelado...
Este é o sonho de uma vida,
não só da minha,
mas também da tua.
Será mesmo só um sonho?
Contigo não é,
é a eterna realidade
de um sentimento.

segunda-feira, março 06, 2006

(Este artigo foi elaborado em conjunto com a minha amiga e colega de liceu Baby Deluxe > http://www.bbdeluxe.blogspot.com/.)

A Sociedade e a Homossexualidade

Partimos do pressuposto que, em sociedade, nos dias de hoje, vivemos livremente e temos igualdade de direitos. Estamos, teoricamente, em evolução. Mas será mesmo assim? Retiremos então o véu para descobrirmos a derradeira verdade que nos mostra uma sociedade predominantemente conservadora, retrógrada, com ideias preconceituosas, moralista, que se rege segundo os dogmas da religião e tradicionalista. Reina nesta sociedade o ideal egocêntrico “standartizado” duma nova geração em que todos devemos agir em conformidade com o “normal”.
Mas afinal, o que se pretende designar como “normal”? O que é na realidade agir “normalmente”?
Pois bem, não existe o “normal”, pois esse “normal”, idealizado por mentalidades egocêntricas e conservadoras, não passa nem nunca passará de uma utopia criada para estipular o que a maioria prefere e a forma como essa mesma maioria acha que devemos agir para não sermos socialmente incorrectos, ou seja, diferentes, o que ideologicamente se pode chamar “anormalidade”.
Vamos partir do pressuposto que existem dois indivíduos: o indivíduo A, conservador e moralista, extremamente devoto à sua fé e “socialmente correcto”; e o indivíduo B, um homossexual assumidamente pagão, que luta por adquirir o que socialmente lhe é negado, ou seja, igualdade de direitos em relação aos heterossexuais, os “normais”.
O primeiro indivíduo, do alto da sua arrogância moralista, repudia o indivíduo B pois considera uma heresia o facto de este se achar no direito de, por exemplo, casar com outro homem pela lei de Deus. Para ele, o casamento é uma tradição social de origem religiosa, segundo a qual o homem deve unir-se em matrimónio com uma mulher, procriar e dar continuidade à raça humana.
Pergunta-se então o indivíduo B perante tanto preconceito, conservadorismo e fé nas interpretações da igreja das leis de Deus inscritas na Sagrada Escritura: por que motivo podem as mulheres perder a virgindade antes do casamento e, como se isso não fosse suficientemente pecaminoso, ainda entrarem vestidas de branco, símbolo de pureza da noiva, na igreja como se ainda o fossem? Como pode existir divórcio se, supostamente, perante a lei de Deus, só este os pode separar? Como pode o indivíduo A dizer que o casamento é uma tradição religiosa se esse mesmo homem tem relações com mais do que uma mulher ao mesmo tempo antes e até depois de se unir à sua eterna esposa pelas leis do matrimónio? Não temos nós igualdade de direitos? Porque mistura esta sociedade religião e Estado se são teoricamente duas realidades que se regem por leis paralelas? Se analisarmos a mesma Bíblia, em que se baseia o indivíduo A, diz que o homem nasce livre e com iguais direitos e, para além disso, diz também que devemos amar-nos uns aos outros, independentemente de quem seja esse outro, o que subentende que não tem necessariamente que ser homem ou mulher. Será então correcto humilhar, agredir e desprezar alguém por nutrir sentimentos por alguém do mesmo sexo e privar essas duas pessoas de contrair matrimónio se o seu amor é tão ou mais verdadeiro e puro que os outros? A resposta é, obviamente, não. Perante a lei desse mesmo Deus, somos todos iguais.
Posto isto, o indivíduo A contra-argumenta dizendo pura e simplesmente que a sociedade não está de todo preparada para enfrentar a realidade homossexual e que, portanto, não é urgente alterar a lei nem informar a própria sociedade sobre a verdadeira realidade homossexual, até porque existe uma grande percentagem de idosos no nosso país que consideram a homossexualidade uma infâmia, uma heresia, um atentado à moral, aos bons costumes e à normalidade.
Mas, vendo bem, será que existe um momento certo para “abrir os olhos” à sociedade? Não será isso impingir a essa mesma sociedade uma mentalidade ignorante, homofóbica e convencida de que B é diferente em tudo apenas por se sentir física e psicologicamente atraído por alguém do mesmo sexo? Não estará deste modo a própria sociedade a encobrir uma realidade que nem de agora é? Se olharmos para o passado, em termos históricos, os gregos e os romanos eram na sua grande maioria homossexuais e usavam a mulher apenas e unicamente para deixar descendência. Os próprios imperadores, que na sua época eram a entidade máxima, eram maioritariamente homossexuais. Alexandre Magno, o grande conquistador, era homossexual, o que só mostra que um homossexual não é nem diferente, nem muito menos alguém intelectualmente inferior ou anormal.
Vamos agora analisar estes dois indivíduos. Poderíamos representá-los, naturalmente, como personagens tipo da sociedade. Os indivíduos do tipo A acham por bem criticar os indivíduos do tipo B, desprezá-los e até mesmo agredi-los, tanto física como psicologicamente. Em termos reais e actuais de opressão à liberdade, temos o caso de duas mulheres que tentaram casar-se no nosso país e esse direito, o direito casar com a pessoa que se ama, foi-lhes negado. Neste caso temos uma oposição dentro do próprio sistema legislativo. Por um lado temos uma Constituição que diz explicitamente que ninguém pode nem deve ser discriminado por ser diferente, mas por outro temos uma legislação que expressa claramente a homofobia nacional, dizendo que apenas casais heterossexuais têm direito ao casamento civil. É, sem dúvida, contraditório e resulta na opressão à liberdade humana de dois seres humanos que nasceram da mesma forma que qualquer outro, sem qualquer anormalidade física ou psicológica. Pior é se pensarmos que ser-se homossexual nem sequer é uma escolha ou uma opção, como muitos teimam afirmar, mas algo que nasce com a pessoa.
Como exemplos de outros factos reais temos o acontecimento que se deu no Porto, onde um grupo de jovens, com idades compreendidas entre os treze e os dezasseis anos, espancaram um sem abrigo, antigo travesti e homossexual. O mais chocante é o facto de apenas um deles se poder sentar no banco dos réus para ser julgado justamente, pois por incrível que pareça só um deles tinha mais de dezasseis anos. Temos também a presença de comportamentos idênticos numa organização que se intitula de “skinheads”, organização essa que se manifesta contra tudo o que é diferente do pressuposto termo de “normal”, desejando até a morte a pessoas que nunca lhes fizeram mal nenhum. Diversas vezes esses grupos neo-nazis e sanguinários espancam até à morte homossexuais, como os jovens do Porto fizeram, e outras pessoas diferentes deles, como os negros.
Assim, concluímos que a nossa sociedade necessita urgentemente de sair da escuridão, deixar de pensar que existe realmente o “normal” e aceitar de uma vez para sempre que ninguém é diferente ou deve ser tratado de forma diferente apenas por ter uma orientação sexual diferente.

Vamos pensar um pouco mais nos dois lados da questão e sermos menos egocêntricos com quem é igual, por natureza, a nós?


quinta-feira, março 02, 2006















Viagem a um novo mundo

O mundo em que vivo já não tem cor.
É um limbo de onde só provém a dor;
Vivo neste ensurdecedor silêncio;
Espero por todo e nenhum momento...

Não há tempo neste mundo selvagem
Onde a vida é uma ridícula imagem
Pintada com aguarelas de luto;
Nada é definido, é apenas um vulto.

Neste mundo, o mar revolta a minha alma,
Sufoca o desejo e o espírito exalta,
E este sentimento de inquietude
Faz crescer o ódio na sua plenitude.

Cerrei os olhos, desejando fugir,
E a última lágrima senti fluir
Como um último toque de esperança
Depositando toda a confiança...

Como que num sonho, um Anjo surgiu
E toda a escuridão sucumbiu
Ao sentir a sua luz quente e suave;
Estendeu-me a mão rumo à liberdade.

Abraçou-me amável e docemente
Protegendo-me do mal envolvente
E voou levando-me a ver maravilhas
Que no coração eu tinha escondidas!

Mostrou-me mundos repletos de cor,
Mundos onde não há sinais de dor,
Mundos onde se escutam as canções
Que nos despertam novas emoções!

Quem me dera poder não acordar
E neste mundo mágico ficar,
A um Anjo, suavemente abraçado,
O mesmo que me deixou encantado.

Agora que sinto de novo o tempo,
Escuto a suave melodia do vento...
Inocente deixo-me adormecer
Nos seus braços – sinto o seu proteger...

sábado, fevereiro 18, 2006

No dia 14 de Fevereiro, entre as 22:00h e as 22:14h, três (ou um) engraçadinhos resolveram colocar, neste blog, comentários no poema “Dá-me a tua mão” cujo conteúdo deixa muito a desejar:

Anonymous said...
pá... a sério n axas k já és um bocado crescido pa teres imagens da Sailor Moon no teu Blog?Isso é mesmo á gay
Terça-feira, Fevereiro 14, 2006 10:00:33 PM


Zeferino said...
Ora bem...isto é assim...é perciso teres calma...pk isso cura-se...se fores a tempo consegues safar-te a tempo, do sindrome Elton Jhon...epa isso e grave...mas oia uma cena...tens jeito pa poeta...so te faltam dar uma pinocada no olho pa ficares cego duma vista como o fernando pessoa, epá n e esse, e o Camões...emfim...es um Senhor...um Senhor...epá...fg...esses poemas...pera deixa-me ir a casa de banho...ja voltei...LOOOOLxD...emfim...Princesa Nunca Xota tá fofo?....ÉS MESMO GAY!!CUARALHO POO PPUUTTOO VAII PAA TROPPAA!
Terça-feira, Fevereiro 14, 2006 10:07:53 PM

Anonymous said...
Porra... rapaz(isto n é certo), n percebest k esses teus poemas só m fazem ter uma crise d caganeira, pra dpois ta mandar á TROMBA!!!!Prefiro ler dvudas d gajas na Maria sobre o periodo , do k essas merdas pseudo-existenciais k metes ai.ddica-t á prostutuição masculina!!!!Sua PUTA!!!!!!AHHHHHHHHHHHH
Terça-feira, Fevereiro 14, 2006 10:13:33 PM


Pedia aos engraçadinhos (ou engraçadinho) que o fizeram se identificassem. Além de terem posto comentários cheios de erros ortográficos, apontam à minha masculinidade (ou falta dela) como tentativa de provocação e/ou revolta interior da minha parte. Perante tal só tenho a referir que pior que ser homossexual é não ter coragem suficiente para dizer as coisas na cara e lançar ofensas (sem qualquer sentido) anonimamente. Se quem o fez for assim tão “homem”, de certo que irá revelar-se.Agradecia que tal não se repetisse uma vez que, se o conteúdo deste blog desagrada tanto, têm uma boa solução: não o leiam.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006



Desde ontem, dia 14 de Fevereiro, que na aula de francês do 11º LL1 surgiu a ideia de, como forma de treinar a nossa escrita e diálogo resolvemos escrever uma pequena história de amor. Durou duas aulas de 90 minutos a ser feita mas, tanto eu como os meus colegas e professora, perante o resultado final e o divertimento que obtivemos em realizar esta composição escrita em grupo, achámos que valeu a pena, não só pelo resultado mas como a evolução que poderá ter causado uma evolução, mesmo que mínima, das nossas aptidões escritas e orais na língua francesa. O resultado está à vista, espero que gostem.

L’amour est toujours victorieux

Il était un fois une jeune fille que ne connaissait pas l’amour. Un jour, quand elle était seule dans un jardin, um jeune homme est arrivé. Il s’est assis à côté de la fille. Ils s’ont regardé et ils sont tombés amoureux. C’était le coup de foudre.
Elle était habilleé en robe de mariage et elle avait un bouquet blanc tou mouillé par ser larves. Elle pleurait parce qu’elle allait se marier contre sa volonté. Le garçon était allé au jardin pour penser à sa vie, parce qu’il se sentait seul et mal aimé. Personne ne l’aimait (pensait-il).
Ils se sont confiés leurs problèmes et ils se sont apperçus qu’ils avaient beuacoup en comum.
Comme elle a recommencé à pleurer il lui a donné sa main et, à ce moment-lá, les parents et son fiancé ont apparu. Ceux-ci, devant cette situation, sont devenus furieux. Le fiancé leur a exigé des explications, mais il ne leur a pas donné le temps de répondre, il a attaqué, tout d’un coup, le jeune. La jeune fille les a séparé et a promis retourné à l’église pour se marrier.
Au moment où le père a demandé que est contre le mariage, Pierre (le garçon qui était au jardin) entre dans l’église avec une moto et il prend la fiencée dans ses bras et ils sortent de l’église.
Ils sont partis trés loin. Aprés un long voyage ils s’arrêtent près d’une falaise o ?u ils se sont assis et finalement ils s’embrassent.
Plus tard ils se sont mariés et ils sont partis en voyages de noces. Lá-bas, Pierre a commencé à avoir un comportement étrange ; il sortait de l’hôtel le matin et il retrait tard dans la nuit.
Satine devient de plus en plus triste et elle décide de le suivre. Elle le voit avec une jeune et belle fille et elle pense qu’ils ont un affair. Satine lui exige des explications et Pierre, surpris et sans paroles, lui montre la surprise qu’il avait préparé : c’était une très belle villa où ils ont vecu pendant long temps.

Esta é a pequena história onde o amor vence sempre. Pode ser pequena e não parecer ter muito sentido, mas até é engraçada.

terça-feira, fevereiro 14, 2006





Uma questão de consciência
Ou
A experiência da consciência


São pequenos gestos que fazem grandes diferenças. O que para nós é pouco para muitos pode ser de mais. Evitar o conflito seria portanto algo com que todos nos deveríamos preocupar e assim evitar grandes males. Respirar antes de dar uma resposta, reflectir bem sobre o assunto em questão e qual a melhor volta a dar-lhe poderia ajudar a evitar o caos em determinadas circunstâncias.
Mas quem sou eu para falar de autocontrole? Até eu não meço as consequências dos meus actos. Ninguém tem o controle total sobre uma determinada situação. O Cansaço, o stress ou qualquer outra situação são a causa que nos leva a não ter tanta paciência para suportar aquela pessoa num dado momento que parece insistir em espicaçar-nos. Que fazer então? Explodir não é a solução acertada, de cabeça quente dizemos ou fazemos coisas que depois no vimos a arrepender, nem que seja à noite, quando nos deitamos e, mais calmos, no silêncio da noite, damos connosco a pensar nos nossos actos.
O que nos vale de muitos martírios é a nossa consciência. Graças a ela temos uma percepção imediata, ou não, daquilo que se passa dentro ou fora de nós. É também graças a ela que podemos reflectir sobre o mundo que nos rodeia:

“a consciência é essência do ser humano e fonte de conhecimento e de verdade”


Poderia dizer que teria, de futuro, uma maior consciência sobre os meus actos, mas estaria a enganar-me a mim próprio. A melhor forma de tentar mudar algo na nossa personalidade ou maneira de estar será mesmo aprendendo com os nossos próprios erros. Ao errar-mos e ter-mos essa mesma percepção, teremos consciência dos danos causados e, assim, seria com maior dificuldade que voltaríamos a cometer o mesmo erro. Caso este se repita e volte a repetir vezes sem conta, só poderá querer dizer uma coisa: VISITA A UM PSICÓLOGO URGENTE. Temos que ser portanto moderados.
Há quem defenda que, a melhor forma de ensinar a alguém a não cometer um determinado erro é alertando-a para o assunto, evitando assim que esta venha a cometê-lo, envolvendo-o assim num “mundo” onde estará protegido. O melhor exemplo desta situação é o exemplo do comportamento de uma mãe para com o seu filho: “não faças isso porque se continuares irás magoar-te”. Naturalmente que são poucas as crianças que irão parar o que estão a fazer só porque foi alertado para as consequências. Será muito melhor que a criança aprenda com os seus erros. Se a criança continuar e acabar por cair e magoar-se saberá mais tarde os riscos que corre, por uma experiência que viveu e não por algo que lhe foi dito. O mesmo se passa com os adolescentes e até com os adultos. Não devemos proteger os outros dizendo que não façam determinada coisa pelos riscos que correm, alertando para o sentido de experiência própria. O problema é que a pessoa habitua-se de tal forma a esse tipo de registo que acaba por não estar preparado para situações de perigo, situações em que ninguém estará por perto para dizer “não faças porque, se o fizeres, irá acontecer-te isto”. Tem um efeito maior no caso de uma criança onde tal se repita durante toda a sua infância, como é óbvio.
O importante, apesar de tudo, é vivermos a nossa vida intensamente, mas com um determinado limite (imposto por nós próprios, mas racional).

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Não me fales de tempo

Não me fales de tempo.
Deixa cada momento
Existir simplesmente
Sem pensar em mais nada...
Sente só a alvorada,
Bela e resplandecente;
É o simples renascer
Para quem quer viver
Cada simples momento
Sem preocupações
Vãs nos seus corações.
O tempo é como o vento...

quarta-feira, fevereiro 08, 2006















Força ambígua

Quero apenas existir
Neste mundo que me envolve
Para somente sentir
Esta força que me move.

Para quê guardar palavras
Se as posso ao vento soltar;
Assim voam como fadas
Num sonho a imaginar...

Força que és pura, divina e
Falsa - feres com orgulho!
És como presença ambígua,
És o eterno sobre o efémero.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

A dor da ausência

A ausência de cada momento
Em que não sinto a tua respiração
Faz crescer em mim o medo
Que me corta o coração.

Procuro-te nos meus sonhos
Mas neles tu deixas-te partir;
É nessas alturas que meus olhos
Lágrimas de dor deixam fluir.

E tudo isto porque não consigo
Viver nem um só segundo
Sem partilhar contigo um sorriso

Oiço o tempo passar…
Eu não quero o mundo,
Apenas te quero amar…


Cai a neve solene numa rua deserta

Cai a neve solene numa rua deserta.
Onde nada se move, nada desperta.
Anseio que o silêncio se vá sem murmúrios
E que leve todos os oprimidos lamúrios…

Suavemente vão caindo os inocentes
Flocos de neve. Morrem, indiferentes,
Na estrada suja e espezinhada.
A tarde adormeceu amargurada…

E eu que no silêncio escuto só,
Os batimentos do vento nos ramos,
O mesmo que fere as flores sem dó.

Fecho as cortinas – volto para o descanso.
É o mundo onde vivo, sem almas, sem cantos.
Já nem a dor salgada me espanta!

quarta-feira, janeiro 18, 2006



















Dá-me a tua mão

Dissolvi em cada gesto teu
A essência deste amor meu
Que, numa noite de ausência,
Destilei em reminiscência.

Os meus sonhos de esperança,
De alma de singela criança,
Guardei num cofre de cristal:
Peço-te – protege-o do mal!

Tudo te dei, tudo te dou;
Entrego assim tudo o que sou.
Guarda-o junto do coração...

Dá-me, por favor, a tua mão.
Temo que te possa perder!
Receio voltar a sofrer...

quinta-feira, dezembro 15, 2005


Amore Amare est

Amor é dar e receber;
Aprender-mos a conhecer.
É corpo e alma unidos num!
Amor que a todos é comum...

É sentir no vento a essência!
De uma flor, a sua inocência.
Sentir a dor que nos consome;
É a perdição de quem sofre.

Amar é viver e morrer...
É ganhar e depois perder,
Sentir a paz e o conflito.

Viver a sua independência
Ou ditar a nossa sentença.
Amar é o nosso destino... Posted by Picasa

domingo, dezembro 11, 2005

Amor Perdido

Naquela noite, que jamais esquecerei
Como um encontro casual nos descobrimos.
Soltámos todos os nossos medos - sorrimos!
Ainda me lembro de como te beijei...

Lado a lado caminhámos, como um só ser;
Contámos estrelas, desejámos amor
Para que fosse eterno e jamais vice a dor.
Contigo aprendi outras formas de viver...

A lua testemunhou todas as memórias,
Que no coração trago muito bem guardadas,
Tal como agora testemunha as minhas lágrimas.

A vida é injusta e não vive só de glórias...
Hoje é o dia em que tudo com que eu sonhei
Se desvanecerá a meus olhos de ninguém. Posted by Picasa

quarta-feira, novembro 30, 2005


Rosa

Por todos os caminhos que segui
Onde a tormenta se manifestara
Um roseiral maltratado assim vi,
Onde uma pequena rosa sobrara.

Sozinha, por entre os cruéis espinhos,
Aceitou as noites negras e gélidas.
Mantendo a força sem outros caminhos,
Lutou, manteve as pétalas, ingénuas...

Durante a noite encheu-se de luar
Deixando a chuva por si só correr.
Como se pôde assim sacrificar?

Amanha pode até nem lá estar,
Pois na solidão deixa-se morrer
Deixando-nos apenas as memórias... Posted by Picasa

quinta-feira, novembro 17, 2005



Observando o divino mar
Sentem a brisa da sua essência
Nos seus cabelos tocar
Dois amantes, que na inocência,
Ousam beijar-se... Posted by Picasa

Lua

Ao fim de um longo dia exaustivo,
Em que o corpo reclama por descanso,
Contemplo a densa lua , pensativo,
Rendendo-me ao seu cativante encanto.

Ó Lua, tantas vezes me servis-te
De consolação para as minhas mágoas.
Quantas foram as vezes que secas-te,
De meus olhos, as incessantes lágrimas?

Foram tantas que a conta já perdi...
Nas noites gélidas, em que sentia
O vento cortante abraçar-se a mim,
Eras tu quem minha alma aquecia.

Graciosa, resplandecente, única...
Guardiã de meus sonhos inocentes.
Sentes no ar esta tranquila música?
Ouves? Estão a cantar de contentes!
Posted by Picasa

segunda-feira, novembro 14, 2005


Noite Amargurada

À beira-mar, sinto o vento soprar,
Transportando lamúrias do mar.
O sol, que lentamente se apaga,
Deixa-a entrar: a noite amargurada... Posted by Picasa

terça-feira, novembro 08, 2005


Amor Terno

Entreguei-me ao Amor de corpo e alma,
Procurando nele o conforto divino
Que meu espírito tanto ansiava.
Mas, será este um afável caminho?

Oh, que sobre mim caiem mil tormentos!
Não sou singular nesta fantasia...
Apenas os olhares desatentos
Não compreendem a minha agonia.

Tenho na minha pele os seus vestígios,
Nos meus lábios seu doce sabor,
Os olhos, esses vêem meus sacrifícios...

Ai, mas seu coração - não é só meu!
Bate também por um outro amor...
Mas o meu, esse, será sempre seu! Posted by Picasa

terça-feira, outubro 04, 2005


Essência do verbo amar

Como em tantas noites outras
Em que ao cansaço me rendo,
Entregando-me sem forças
A meu leito e sonhos lendo...

Parto por esses meus mundos;
Viajando na ilusão,
Fujo dos negros defuntos
Que prendem minha razão.

Oh! Essa pura beleza
Que só a mim delicia
Como esse teu doce olhar!

No coração – chama acesa
Que por mim assim ardia.
Essência do verbo amar... Posted by Picasa

terça-feira, setembro 13, 2005


Laços de Amor

Por noites escuras caminhei
Com a solidão no pensamento.
Em tantos mares eu naveguei
Deixando levar-me pelo vento.

Naquele dia a Lua fez-me ver
Que nas estrelas podia confiar;
Deu-me forças para assim crer
Que podia voltar a sonhar.

Fechei os olhos presenciando
O momento em que um anjo
Me fez sentir da luz o seu calor.

Assim nos seus quentes braços
Com o tempo crio os laços
Que deram origem a este amor. Posted by Picasa

segunda-feira, setembro 12, 2005


O Renascer de um Sorriso...

Perdi a conta das lágrimas
Que dos meus olhos fluíram,
Assim como todas as mágoas
Que os meus dias sentiram.

Não adianta esconder os erros
Que no passado cometemos.
Devemos sabiamente aprender
E com os mesmos saber viver.

Foi a dor que dos meus labios
Fez renascer tamanho sorriso
Que julgava à muito perdido!

Depois de tantas tormentas
Vejo nos meus escuros olhos
O brilho de novos sonhos!
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quarta-feira, agosto 03, 2005


No dia em que o Sol deixou de brilhar

No dia em que o Sol deixou de brilhar
Foi o caos que embateu na terra;
As pessoas deixaram de acreditar
E assim deu-se o início de uma nova era.

Nesse dia começou o reino das trevas,
Onde os sorrisos eram lágrimas
E os sonhos famintas feras.
O mundo encheu-se de mágoas...

O céu era sempre escuro,
Nem de estrelas havia sinal.
Só se ouvia o soluçar.

Já nada era seguro,
Apenas restara o mal
No dia em que o Sol deixou de brilhar... Posted by Picasa

terça-feira, agosto 02, 2005


A vida é um Jardim

A vida é como um jardim,
Não repleto só de flores.
Tem seus dias de tons sem fim
Como outros de algumas dores.

Temos primaveras e suas alegrias
Como verões secos e amargos,
Algumas quase morrem nas noites frias
Mas nem tudo são tristes fados.

A vida é como um jardim
Que precisa de cuidados,
Alguns bastante mimados.

A vida é um jardim
Que vai mudando com o tempo,
Mas à que estar sempre atento. Posted by Picasa

Fontes

Fontes de mil cores,
De alegrias e sintonias;
Dão consolo a tantas dores,
Sofrimentos e agonias.

São fontes majestosas,
Outras simples e humildes
Que acolhem mulheres desgostosas
E até jovens aprendizes.

São elas que refrescam
Os ambientes mais pesados
Em que gentes se manifestam.

Há tantas e diferentes,
De formas e feitios,
Assim como há de gentes. Posted by Picasa

Neste Mundo em que nasci

Nasci num mundo
Do qual não faço parte.
Não pela falta de arte,
Mas por ser apenas um vulto.

Não sou um vulto qualquer
Pois tenho cores de mil sonhos,
São os olhares de tantos outros
Que não me querem ver.

Que nada mais seja
Se não manias minhas
Num mundo de almas sozinhas.

Não me devo preocupar
E também não o farei
Pois eu mesmo sempre serei. Posted by Picasa

quinta-feira, julho 07, 2005

Peço desculpa aos leitores por aparecerem pequenos quadrados nas palavras. Isso deve-se a um erro do programa que uso, uma vez que este não reconhece letras pontuadas.

Noite oculta

Numa noite quente de Verão,
Numa praia nua,
Procuro no céu a razão
De uma realidade crua.

Estrelas que brilham no céu,
Que só por si é de luto,
Serei aqui um simples réu
Das forças do oculto?

Espero aqui encontrar,
Por entre ondas e marés,
Solução para as minhas tormentas.

Espero ninguém magoar,
Pois não quero o mundo a meus pés,
Quero apenas recuperar minhas crenças. Posted by Picasa

segunda-feira, junho 13, 2005


Alma Negra

Fechei os olhos,
Senti os meus medos,
Esqueci as alegrias,
Enfrentei os meus segredos.

Aterrorizas-te os meus sonhos,
Enfraqueces-te a minha aura,
Lan�aste-me em noites frias,
Gelas-te a minha alma.

Pe�o �s estrelas reluzentes
Que me devolvam a paz
E me levem destas mentes.

Entre os cora��es vazios
Ali a esperan�a jaze
Entre fantasmas sombrios...  Posted by Hello

domingo, junho 12, 2005

Tempestades de Ódio

Porque hei-de eu sonhar
Que algo vai mudar
Se alguém para as trevas
Me entrega com as feras...

Destino que com tua crueldade
Voltas a abrir as feridas
Cobrindo com ódio as alegrias,
Exibes-te com vaidade.

Com fortes tempestades,
No silêncio das verdades,
Fechas a razão.

Cobres o mundo com maldades
E jogando com falsidades
Escureces o coração...
Noite Negra

Noite que insistes em chegar
E contigo os meus pesadelos;
Já não há luz, não há luar
Que me salve dos meus medos...

Sinto que com o vento levas
Os meus confiados segredos
Entregando-me às feras
Sem dó nem sentimentos.

Como podes destruir
Toda uma vida a sorrir
Por uma triste vingança?

Como posso acreditar
Que o mundo vai mudar
Se só vejo gente falsa...