quarta-feira, novembro 30, 2005


Rosa

Por todos os caminhos que segui
Onde a tormenta se manifestara
Um roseiral maltratado assim vi,
Onde uma pequena rosa sobrara.

Sozinha, por entre os cruéis espinhos,
Aceitou as noites negras e gélidas.
Mantendo a força sem outros caminhos,
Lutou, manteve as pétalas, ingénuas...

Durante a noite encheu-se de luar
Deixando a chuva por si só correr.
Como se pôde assim sacrificar?

Amanha pode até nem lá estar,
Pois na solidão deixa-se morrer
Deixando-nos apenas as memórias... Posted by Picasa

quinta-feira, novembro 17, 2005



Observando o divino mar
Sentem a brisa da sua essência
Nos seus cabelos tocar
Dois amantes, que na inocência,
Ousam beijar-se... Posted by Picasa

Lua

Ao fim de um longo dia exaustivo,
Em que o corpo reclama por descanso,
Contemplo a densa lua , pensativo,
Rendendo-me ao seu cativante encanto.

Ó Lua, tantas vezes me servis-te
De consolação para as minhas mágoas.
Quantas foram as vezes que secas-te,
De meus olhos, as incessantes lágrimas?

Foram tantas que a conta já perdi...
Nas noites gélidas, em que sentia
O vento cortante abraçar-se a mim,
Eras tu quem minha alma aquecia.

Graciosa, resplandecente, única...
Guardiã de meus sonhos inocentes.
Sentes no ar esta tranquila música?
Ouves? Estão a cantar de contentes!
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segunda-feira, novembro 14, 2005


Noite Amargurada

À beira-mar, sinto o vento soprar,
Transportando lamúrias do mar.
O sol, que lentamente se apaga,
Deixa-a entrar: a noite amargurada... Posted by Picasa

terça-feira, novembro 08, 2005


Amor Terno

Entreguei-me ao Amor de corpo e alma,
Procurando nele o conforto divino
Que meu espírito tanto ansiava.
Mas, será este um afável caminho?

Oh, que sobre mim caiem mil tormentos!
Não sou singular nesta fantasia...
Apenas os olhares desatentos
Não compreendem a minha agonia.

Tenho na minha pele os seus vestígios,
Nos meus lábios seu doce sabor,
Os olhos, esses vêem meus sacrifícios...

Ai, mas seu coração - não é só meu!
Bate também por um outro amor...
Mas o meu, esse, será sempre seu! Posted by Picasa

terça-feira, outubro 04, 2005


Essência do verbo amar

Como em tantas noites outras
Em que ao cansaço me rendo,
Entregando-me sem forças
A meu leito e sonhos lendo...

Parto por esses meus mundos;
Viajando na ilusão,
Fujo dos negros defuntos
Que prendem minha razão.

Oh! Essa pura beleza
Que só a mim delicia
Como esse teu doce olhar!

No coração – chama acesa
Que por mim assim ardia.
Essência do verbo amar... Posted by Picasa

terça-feira, setembro 13, 2005


Laços de Amor

Por noites escuras caminhei
Com a solidão no pensamento.
Em tantos mares eu naveguei
Deixando levar-me pelo vento.

Naquele dia a Lua fez-me ver
Que nas estrelas podia confiar;
Deu-me forças para assim crer
Que podia voltar a sonhar.

Fechei os olhos presenciando
O momento em que um anjo
Me fez sentir da luz o seu calor.

Assim nos seus quentes braços
Com o tempo crio os laços
Que deram origem a este amor. Posted by Picasa

segunda-feira, setembro 12, 2005


O Renascer de um Sorriso...

Perdi a conta das lágrimas
Que dos meus olhos fluíram,
Assim como todas as mágoas
Que os meus dias sentiram.

Não adianta esconder os erros
Que no passado cometemos.
Devemos sabiamente aprender
E com os mesmos saber viver.

Foi a dor que dos meus labios
Fez renascer tamanho sorriso
Que julgava à muito perdido!

Depois de tantas tormentas
Vejo nos meus escuros olhos
O brilho de novos sonhos!
Posted by Picasa

quarta-feira, agosto 03, 2005


No dia em que o Sol deixou de brilhar

No dia em que o Sol deixou de brilhar
Foi o caos que embateu na terra;
As pessoas deixaram de acreditar
E assim deu-se o início de uma nova era.

Nesse dia começou o reino das trevas,
Onde os sorrisos eram lágrimas
E os sonhos famintas feras.
O mundo encheu-se de mágoas...

O céu era sempre escuro,
Nem de estrelas havia sinal.
Só se ouvia o soluçar.

Já nada era seguro,
Apenas restara o mal
No dia em que o Sol deixou de brilhar... Posted by Picasa

terça-feira, agosto 02, 2005


A vida é um Jardim

A vida é como um jardim,
Não repleto só de flores.
Tem seus dias de tons sem fim
Como outros de algumas dores.

Temos primaveras e suas alegrias
Como verões secos e amargos,
Algumas quase morrem nas noites frias
Mas nem tudo são tristes fados.

A vida é como um jardim
Que precisa de cuidados,
Alguns bastante mimados.

A vida é um jardim
Que vai mudando com o tempo,
Mas à que estar sempre atento. Posted by Picasa

Fontes

Fontes de mil cores,
De alegrias e sintonias;
Dão consolo a tantas dores,
Sofrimentos e agonias.

São fontes majestosas,
Outras simples e humildes
Que acolhem mulheres desgostosas
E até jovens aprendizes.

São elas que refrescam
Os ambientes mais pesados
Em que gentes se manifestam.

Há tantas e diferentes,
De formas e feitios,
Assim como há de gentes. Posted by Picasa

Neste Mundo em que nasci

Nasci num mundo
Do qual não faço parte.
Não pela falta de arte,
Mas por ser apenas um vulto.

Não sou um vulto qualquer
Pois tenho cores de mil sonhos,
São os olhares de tantos outros
Que não me querem ver.

Que nada mais seja
Se não manias minhas
Num mundo de almas sozinhas.

Não me devo preocupar
E também não o farei
Pois eu mesmo sempre serei. Posted by Picasa

quinta-feira, julho 07, 2005

Peço desculpa aos leitores por aparecerem pequenos quadrados nas palavras. Isso deve-se a um erro do programa que uso, uma vez que este não reconhece letras pontuadas.

Noite oculta

Numa noite quente de Verão,
Numa praia nua,
Procuro no céu a razão
De uma realidade crua.

Estrelas que brilham no céu,
Que só por si é de luto,
Serei aqui um simples réu
Das forças do oculto?

Espero aqui encontrar,
Por entre ondas e marés,
Solução para as minhas tormentas.

Espero ninguém magoar,
Pois não quero o mundo a meus pés,
Quero apenas recuperar minhas crenças. Posted by Picasa

segunda-feira, junho 13, 2005


Alma Negra

Fechei os olhos,
Senti os meus medos,
Esqueci as alegrias,
Enfrentei os meus segredos.

Aterrorizas-te os meus sonhos,
Enfraqueces-te a minha aura,
Lan�aste-me em noites frias,
Gelas-te a minha alma.

Pe�o �s estrelas reluzentes
Que me devolvam a paz
E me levem destas mentes.

Entre os cora��es vazios
Ali a esperan�a jaze
Entre fantasmas sombrios...  Posted by Hello

domingo, junho 12, 2005

Tempestades de Ódio

Porque hei-de eu sonhar
Que algo vai mudar
Se alguém para as trevas
Me entrega com as feras...

Destino que com tua crueldade
Voltas a abrir as feridas
Cobrindo com ódio as alegrias,
Exibes-te com vaidade.

Com fortes tempestades,
No silêncio das verdades,
Fechas a razão.

Cobres o mundo com maldades
E jogando com falsidades
Escureces o coração...
Noite Negra

Noite que insistes em chegar
E contigo os meus pesadelos;
Já não há luz, não há luar
Que me salve dos meus medos...

Sinto que com o vento levas
Os meus confiados segredos
Entregando-me às feras
Sem dó nem sentimentos.

Como podes destruir
Toda uma vida a sorrir
Por uma triste vingança?

Como posso acreditar
Que o mundo vai mudar
Se só vejo gente falsa...

domingo, maio 08, 2005


É bem mais fácil criticar

Quantas vezes ao Mundo pedi
Que soubesse perdoar?
Tantas foram as vezes em que vi
Os que julgam errar.

Quem não sabe aceitar
A diferença que com eles vive
Vive para criticar
Quem do Mundo nada exige.

Todos cometemos erros
Mas poucos sabem perdoar!
É bem mais fácil criticar.

Todos nós somos diferentes
Mas poucos sabem aceitar!
É bem mais fácil criticar.
Posted by Hello

Este soneto escrevi-o a pedido da minha colega e amiga Cátia. Pediu-me para escrever um soneto onde a caracteriza-se, dedicado a ela.


Soneto a uma Amiga

Lá esta ela sorridente,
Sempre ansiosa e atenta
Com uma caminhada lenta
Mas de coração quente.

Diz ser Cátia Santos;
Sua santidade em pessoa
Faz soltar divinos cantos.
É um Anjo que não voa...

É força viva de juventude.
Ingénua por vezes
Mas nunca rude.

É alguém a quem as flores
Doam seus perfumes
Pintando-lhe a vida com mil cores. Posted by Hello

quinta-feira, abril 21, 2005


Viagem num Sonho

Viajo por entre campos e flores
Que espalham suavemente
Os seus leves aromas.
Uma paisagem pintada com mil cores.
A paz que no coração se sente,
Aquela calma presente em todo redor
É a pureza que os desgostos consome.
Ouvir dos pássaros aquela melodia
Que inocente já a sei de cor.
É destes momentos que meu espírito anseia
E quase morre de fome.

Apesar de tudo é algo
Que pode estar tão perto
E ao mesmo tempo tão longe...  Posted by Hello