segunda-feira, outubro 30, 2006

The Nightmare Before Christmas - This is Halloween

Amanhã, dia 31 de Outubro, é dia de Hallowen! Estejam antentas, almas desafortunadas, é dia das bruxas saírem dos seus esconderijos, hihihihi ;)
Espero que se divirtam com este video e amanhã ^_^

sexta-feira, outubro 27, 2006

Guerra

A guerra, de uma forma geral, é má, mas quando se trata de crianças as coisas tornam-se muito mais assustadoras. Se os "grandes" querem fazer guerra, que a façam entre si, mas deixem os inocentes viver, viver e descansar, sem o medo permanente de entrar uma bomba pela janela...

quarta-feira, outubro 25, 2006


Pensamentos de Chuva

Sinto a chuva cair nesta noite escura
Dando de beber à terra que a sorve
Sem pedir mais que a sua leve frescura,
Alheia aos murmúrios de dor e de morte.

São lágrimas doces que tocam em flores
Que gelam ao sabor do triste vento
Sentindo o amor dos outros sofredores
Que choram algures, perdidos no tempo.

O que é uma vida despida de sonhos
Num momento qualquer, sempre inoportuno?
Juro que não é apenas sal nos olhos.

Mais que a morte é a dor da vida
Que destrói e reconstrói, como esta noite
Em que a tempestade dá outros pontos de vista.

sábado, outubro 21, 2006



Desperdícios

O Francisco foi despedido da empresa onde trabalhava. Não por incumprimento seu, mas apenas porque, lentamente, o negócio foi deixado de funcionar e os empregados foram sendo “aconselhados” a sair e a encontrar outras alternativas. Alguns insistiram em ficar, como o Francisco. Afinal, já trabalhava ali há muitos anos, gostava de ali estar, era bom no que fazia e todos gostavam de si. Até que um dia, um pouco abruptamente como sempre ocorre com as más notícias, a empresa fechou as portas.
O Francisco viu-se na rua, com uma magra compensação pelos seus muitos anos de trabalho. Inicialmente não se preocupou em demasia. Afinal, tinha experiência, formação, excelentes cartas de recomendação. E, sobretudo, era bom no que fazia.
Bateu a várias portas mas, estranhamente, poucas se abriram. “voltaremos a entrar em contacto consigo”, “Neste momento não precisamos de mais pessoal, mas vamos guardar o seu currículo”, “Na verdade tem qualificações a mais para o que pretendemos”, “Não encaixa exactamente no perfil de empregado que estamos a contratar”. Passaram dias, semanas, meses. Passou um ano e depois mais meio. O Francisco desesperava e aos poucos esmorecia. Não, não passava fome nem vivia debaixo da ponte. Felizmente, não tinha filhos pequenos nem a renda de casa era alta. A mulher ganhava razoavelmente e tinha algum dinheiro guardado. Mas sentia-se diminuir, apagar. E, sobretudo, não percebia o que lhe estava a acontecer.
Alguns amigos diziam que era das cunhas e que tinha era que falar com alguém que o pudesse desenrascar. Outros falavam na recessão, nas taxas de desemprego. Não era ele, asseguravam, não era ele. Ele era qualificado, competente, um excelente profissional.
Tentou de tudo, até concorrer para empregos menos diferenciados. Mas aí olhavam-nos com cinismo e desconfiança e nas suas costas quase podia jurar que ouvia as insinuações: “Mas quem pensa o gajo que é? Está-se mesmo a ver que tem um curso e quer vir para aqui acarretar com pesos... O gajo quer é vir e passados dois meses está a ver se fica como responsável disto... era o ficas, era... ponho-te mas é já a andar!”.
Até que um dia, com uma olhar compadecido, uma das responsáveis pela selecção de uma das inúmeras empresas a que já tinha ido – jovem, tão jovem que mal parecia saída do secundário –, acabou por lhe confessar: “Sabe, não é nada contra si, nem tem nada a ver com o seu currículo. É que o doutor é... desculpe... demasiado velho! E as empresas não querem contratar gente da sua idade, que já tem experiência e normalmente exige melhores salários e mais direitos. Querem gente nova, que faz tudo para começar, mesmo que seja trabalhar 10 horas por dia quase de borla, está a entender?” Entendeu. E parou de procurar. Foi para casa, calçou os chinelos, sentou-se à frente da televisão. Fechou os olhos e imaginou-se num jardim público, a jogar às cartas e a adivinhar o voo das pombas. Adormeceu.
O Francisco tem 37 anos. Estaremos mesmo preparados para o arrumar na gaveta dos desperdícios?
(in Público, 20 de Outubro de 2006, por Carla Machado, professora universitária)



Eis um problema já considerado do dia-a-dia neste nosso pequeno país. Neste caso temos um homem que, apesar de tudo, não é tão velho quanto isso e que tem, além da experiência, estudos. Agora vamos imaginar o caso de homens e mulheres que, por exemplo, trabalham numa fábrica. Esta vai à falência. Toda a sua vida trabalharam lá. Têm quarentas e muitos e uma instrução escolar mínima. O que será dessas pessoas? Dizem-lhes que já são velhas para trabalhar, mas também são muito novas para se reformar. A maioria dessas pessoas tem filhos pequenos, ou estudantes de liceu. Têm uma renda para pagar e as restantes contas. Nestes casos, o/a marido/mulher não ganha tanto quanto isso, e pode acontecer que estejam ambos desempregados. Que podem fazer? Recebem o fundo de desemprego, uma quantia miserável tendo em conta que as despesas são cada vez mais elevadas. Sim, podem não passar fome, podem não viver debaixo da ponte, mas será que vivem de acordo com as suas necessidades? Penso que não. Muitas dessas pessoas podem acabar por conseguir arranjar trabalho, sim, ninguém disse que não, mas, essas raras excepções, são trabalhos onde recebem o ordenado mínimo ou pouco mais que isso e desempenham tarefas árduas, completamente diferentes daquilo que fizeram a vida toda ou que gostavam de fazer.
Dizem que querem acabar com a crise, mas os números do desemprego são cada vez mais elevados assim como as contas para pagar. Isso diminui o poder de compra. As pessoas compram menos, produz-se menos, fecham-se fábricas, pequenos estabelecimentos, pequenas empresas... mais gente para o olho da rua. Mais subsídios de desemprego para pagar, a crise aumenta. E isto torna-se num sistema rotativo.
O que interessa mesmo são pessoas acabadas de sair dos liceus (ou mesmo das faculdades), novas, sem experiência e que, de preferência, não conheçam grande parte dos seus direitos, dispostos a trabalhar mais por menos. Aqui o físico também interessa. Meninas “modelo” com decotes e umas boas pernas, por exemplo. Naturalmente que são só exemplos do que se passa genericamente. Felizmente existem empresas onde interessa a experiência e instrução escolar superior. Para todos os efeitos o factor idade continua a estar presente. Há quem defenda que é bom, a competitividade cria mentes brilhantes. Talvez. Pontos de vista...

terça-feira, outubro 17, 2006


Menina dos Olhos Doces

Menina dos olhos doces,
De curvas obscenas,
É ver como te balanças
E outros olhos encantas.

Menina dos olhos doces,
Onde foi a vergonha menina?
Já a terás esquecida
Algures na memória...

Tu que corrias descalça
Nos prados da inocência,
Agora caminhas em saltos
Na cidade da indecência.

Pobre menina perdida
Que da doçura dos teus olhos
Provas os amargos sabores
De uma triste vida.

Perdeste o alegre canto
Algures numa garrafa
Traçando a desgraça
Com um descruzar de pernas.

Menina dos olhos doces,
Não vivas com mau gosto,
Não vivas na penumbra,
Porque vida só há uma...

segunda-feira, outubro 16, 2006

Delerium- Duende

Delerium é uma banda de Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá, formada em 1987, inicialmente como um projecto paralelo do grupo de música industrial, Front Line Assembly.
Fonte: Wikipédia

Esta música pertence ao album Karma, dos Delerium. Recomendo vivamente que, de alguma forma (download ou compra) adquiram este disco. Descubri esta banda e respectivo album numa pesquisa pelo site http://www.allmusic.com/
Se quizerem saber mais alguma coisa sobre esta banda e outras tantas, é só dirigirem-se a este site. Desfrutem da música, espero que gostem.

sábado, outubro 14, 2006

Vanessa-Mae ("Destiny") - Sailormoon (Uranus and Neptune)

Espero que gostem do vídeo. A música é da violinista Vanessa-Mae, “Destiny”, (pequena biografia no parágrafo seguinte) e as imagens são da série de anime japonês Sailormoon. Encontrar este vídeo no Youtube foi, sem dúvida, a junção de duas coisas que eu gosto.

Vanakorn Nicholson, conhecida como Vanessa-Mae (Singapura, 1979) é uma violinista de formação clássica que se tornou famosa mundialmente fazendo gravações onde misturava música clássica com pop, jazz, techno e outros ritmos modernos. O álbum que lhe deu fama internacional foi "The Violin Player", de 1994.
Fonte: Wikipédia


DESTINO

Quantos são aqueles que acreditam no destino? Acreditam numa força superior ao nosso próprio ser, força essa que nos comanda a vida. Há quem diga que, no momento do nosso nascimento, temos já um destino traçado, destino esse que não pode ser mudado e que, se tentarmos fazê-lo, uma tragédia cairá sobre nós.
É muito mais fácil, para alguns, acreditar que a culpa de não serem bem sucedidos na vida, de terem determinados tipos de azares, deve-se ao seu próprio destino. Ao pensarem assim estão, automaticamente, a livrar-se da sua culpa. Se a nossa vida avança de acordo com algo que já foi pré-destinado no início dos tempos, não sei, mas acho que podemos alterar isso. Tudo irá depender das nossas atitudes, dos caminhos que seguimos. Se optar-mos por uma atitude passiva, de esperar que tudo aconteça, naturalmente que, das duas uma, ou não vai acontecer nada ou, então, o resultado pode ser um grande “buraco negro” nas nossas vidas.
Escolher o caminho que devemos seguir cabe-nos a nós. A única influência que podemos ter nessa escolha irá advir do meio social em que nos encontramos e daqueles que estão à nossa volta (isto claro se nos deixarmo-nos influenciar).

terça-feira, outubro 10, 2006

//\\ Monsters, INC: "Mike's New Car" //\\ (CLÁSSICO vs MODERNO)

Este vídeo mostra-nos, de uma forma animada, que nem sempre o que é moderno é bom.
É natural, todos gostaríamos ter coisas de tecnologia de ponta que nos facilitariam a vida (ou não). Dou-vos um exemplo pessoal: Apesar de entregar a maior parte dos trabalhos impressos a computador, escrevê-los directamente no Word e/ou verificar a ortografia a olhar para o monitor nunca foi grande ajuda. O suporte digital é sempre bom, mas neste aspecto perfiro a mistura do clássico com o moderno. Escrever à mão, passar para o computador, imprimir e verificar no próprio papel. Outro exemplo é ler grandes textos no computador, sempre me meteu muita confusão e metade passa-me ao lado. Como eu gosto das letras em papel, compreendo-as melhor e nao exforço tanto a vista.
A maior parte das pessoas ligadas às novas tecnologias têm como objectivo (um dos) a desutilização de suporte em papel, passando tudo a ser digital. Afirmam ser mais seguro, prático e que ocupa menos espaço. Concordo na questão do espaço (1 CD substitui, realmente, uma pilha com 30 metros de papel) e do prático (alcansamos a informação desejada muito mais facil/rapidamente), mas não na segurança. Quantos de nós já perdemos coisas importantes que tínhamos no computador porque este avariou ou apanhou uma "virose"?
Hoje em dia é tudo muito digital e, quando o software falha ou estão com os chamados "problemas técnicos" é uma carga de trabalho, isto porque já ninguém sabe viver sem o computador. Pegando no exemplo das crianças, da geração mais jovem que já nasceu "sentada ao computador": Têm como único entretenimento o computador ou a televisão (em algum casos), isto para não esquecer as consolas. Quando lhes faltam estes "acessórios" ficam chateados e entedeados, afirmando que não têm mais nada para fazer. Parece que estamos a perder o culto dos livros, das artes e da escrita. Os trabalhos manuais já não têm valor e "dão muito trabalho", para além de serem "uma seca".
Tanta evolução tecnológica pode parecer bom, mas anda a privarnos de muita coisa. Isto já para não falar na evolução tecnológica negativa (armas cada vez mais destructivas).

Apesar de tudo é a minha humilde opinião. Cada um tem a sua e é livre de a manifestar.

quinta-feira, outubro 05, 2006


04 de Outubro de 2006


Hoje parece-me que o sol se apagou para mim. Não quero fazer de mim, da minha vida, uma tragédia grega, mas hoje sinto-me perdido. Até que ponto nos podemos sentir assim? Chego a sentir-me perdido de mim mesmo.
Acordei, como é habito, é a minha rotina diária. Sentia-me cansado, sem vontade para mover um único músculo do meu corpo. “Não tenho nada a perder”, pensei. Fiz o que faço todos os dias e saí de casa (mais cedo do que é costume).
A passo brando acendi um cigarro. Vejo-me nos reflexos dos vidros, mas mais ninguém me vê. Senti-me a caminhar num espaço de morte, vazio, sem vozes, sem o cantar dos pássaros. Até as árvores me pareceram mortas. E eu, sozinho, eu que já vim de luto, continuo a caminhar num passo sereno.
O liceu, tão trivial. Já me agonia o intelecto... O corpo rende-se ao cansaço, mas nada posso fazer. Até me sinto bem. O corpo cansado obriga-me a focar os meus pensamentos na dor física. É um mal menor.
Acabou. Finalmente poderei voltar para casa. Almoçar, talvez dormir, ou então, saber um pouco do que se passa no mundo. Não devia ter planeado isto... O telefone toca... Oiço o meu pai. É hora de dar parte de mim à família.
Caminho rumo ao centro de saúde. O silêncio consome-me a alma. Mais uma vez não presencio a vida, apenas o vazio. Caminho por entre sombras...
Vejo-te cansada. Em silêncio, sento-me ao teu lado. Silêncio... Não há nada para dizer. Também tu sofres. O teu sofrimento já julgam ter diagnosticado, mas que sabem eles? Aguardamos em pausas para cigarros. Um dia isto ainda vai ser a causa da nossa morte! Mas tu também não te importas.
As sombras tornam-se nítidas, doentes. Temos que ir ao hospital.
Sempre odiei as urgências. Tanto sofrimento. Sinto pena de ti, deles e de mim. Assusta-me... Apetece-me chorar, mas não posso. Tenho que te dar forças, não o contrário. Pergunto-me se, nestas urgências, também existe um “Dr. Cura-Almas”.
Finalmente chagaste, pai. Dou-te a vinheta de acompanhante e entras. Dá-lhe agora tu um pouco de amor. Já é noite. Sinto frio, assim como volto a sentir a minha dor. As coisas más parecem vir sempre em cadeia. Aguardo, sozinho... Como queria alguém aqui comigo, alguém especial. Queria ser aquecido com um terno abraço e ouvir palavras reconfortantes. Mas não as tenho. Se calhar a culpa é minha, mas que interessa isso. Se estivesse no meu quarto, na minha cama, no silêncio da noite, poderia chorar sem que ninguém visse. Chorar apazigua o sofrimento e faz-me sentir cansado e adormecer. Como não “posso” chorar, escrevo. Escrever sempre me ajudou a exteriorizar o sofrimento. Dizem que o “Bruno” que escreve é diferente do “Bruno” que vive. Dizem que é mais racional, adulto. Que importa o que dizem? Sou sempre eu! O “Bruno” que vive é o mesmo que escreve aquilo que vive, aquilo que sente.
Preciso de descanso...


Pequeno Barco de Papel

Pequeno barco de papel,
por onde vais?
Para onde me levas?
Em que águas navegas?
Perdi-me nas brumas,
Já não vejo a margem:
A terra da fantasia,
Perdia-a...

O vento sopra
E acompanha as águas
Serenas.
As minhas lágrimas
Misturam-se com as ondas;
Sou agora navegante solitário
Sem dia para voltar,
Perdido nas memórias.

A chuva cai
Desfazendo lentamente
O meu pequeno barco de papel.
Não me importo.
Que estas águas bebam o corpo
E o dissolvam
Levando-o consigo,
Para que não volte a sentir...

segunda-feira, outubro 02, 2006


O Desejo de Partir...

Hoje deixo que se apodere de mim
o desejo da ausência.
Quero fugir,
perder-me na incerteza
de um dia voltar...
Ser e não ser,
saltando de sombra em sombra,
escondendo-me na noite
banhada de lua.
Fecho os olhos...
Como te desejo!
Sinto o teu suave chamamento:
abraça-me e deixa-me,
deixa que me perca em ti,
quero afundar-me na tua essência;
morrer e renascer,
indiferente ao destino...
Não esquecerei a dor
que me marca o rosto
nem a ausência
de um simples sorriso.
Se o amor não me fugir
também não o esquecerei,
mas hoje
é dia de partir...
Uma vez que o vídeo referido no post anterior insiste em não aparecer (talvez por razões técnicas do Youtube), pedia que vissem através deste link:

http://www.youtube.com/watch?v=M6ZjMWLqJvM

O nome do vídeo animado é "The Last Knit".
Vícios e Obsessões

Vício
substantivo masculino
Defeito pelo qual uma pessoa ou uma coisa se afasta do tipo normal, de maneira a ficar mais ou menos inapto a cumprir o seu fim; hábito profundamente enraizado de acções gravemente imorais; mau hábito; erro contra as regras da arte ou da ciência; costumeira; impertinência; propensão irresistível; disposição natural; costume condenável; erro; libertinagem; desmoralização.
(Do lat. vitu-, «id.»)

Obsessão
substantivo feminino
Acto ou efeito de importunar alguém; preocupação constante; ideia fixa; obcecação; perseguição diabólica; estado da pessoa que se crê atormentada pelo espírito maligno, pelo Diabo;
MEDICINA
Em psicologia patológica: estado sintomático de diversas neuroses, e muito particularmente da psicastenia, caracterizado pelo facto de uma ideia, palavra ou imagem se impor ao espírito, independentemente da vontade, por acção espontânea do automatismo psicológico;
(Do lat. obsessine-, «acção de sitiar; bloqueio»)


Numa das “minhas viagens pelo mundo youtube” encontrei este vídeo animado que, através do “cómico de situação”, nos mostra até que ponto uma obsessão/vício se pode tornar perigosa ou vir a ter consequências desagradáveis.
Existem diversos tipos de obsessões/vícios que se podem agrupar consoante o seu grau de precistência. O que pode começar por parecer um acto inocente poderá, mais tarde, evoluir para algo difícil de controlar/evitar. Mas se formos a avaliar bem a situação, quem é que, hoje em dia, não tem uma obsessão/vício, por muito pequena que seja? Não nos podemos esquecer que, normalmente, nem damos por ela. Torna-se algo tão vulgar que nem nos apercebemos da sua existência.
Bem, cá estou eu a divagar num assunto sobre o qual não sei grande coisa, apenas aquilo que penso e julgo saber. É o que dá escrever pequenos textos com um auscultador colado ao ouvido, no trabalho... Para todos os efeitos vejam o vídeo. Tem 7 minutos e, na minha opinião, não é uma vulgar perda de tempo. Divirtam-se com a senhora obcecada por tricô e, se vos for possível, confessem quais as vossas obsessões/vícios.

quinta-feira, setembro 28, 2006

"na sombra", por António Araújo

SER INDIVIDUAL

Somos seres vivos e vivemos para a sociedade. Condicionados pelo que esta nos impõe, algo que está para além das leis e dos deveres cívicos, perdemo-nos numa rotina de ser para os outros, na vulgaridade de sermos iguais.
Não quero ser como os outros, fazer o que eles fazem ou o que querem que eu faça. Sou eu, apenas, todos os dias. Hoje, amanhã, sempre. Nasci como indivíduo na sociedade e aprendi a viver na mesma, a conhecê-la, mas quanto mais sei maior vontade sinto em me afastar. Não quero fazer parte dos seus pressupostos do que é normal, do que fica bem, do que é comum. Nasci em sociedade mas sei que posso pensar como ser individual. Quero pensar livremente e defender as minhas ideologias sem que em mim interfira o cruel e a frieza do desdém e da diferença (não que a opinião dos outros me preocupe).
Pergunto-me qual a razão de ter que sorrir quando tal não faz parte das minhas vontades. Deixar um sorriso de hipocrisia colado no rosto porque fica bem, porque agrada a alguém... parece-me absurdo. O mesmo se aplica ao facto de seguir-mos a “Moda”. Porque terei eu de me vestir segundo o que um suposto entendido na matéria diz e, assim, ser igual aos seus fiéis seguidores? Já agora, o que é estar na “Moda”? Para mim moda é o que eu quiser, o que me apetecer vestir, comprar ou usar. Infelizmente chegamos ao ponto em que, se acreditarmos em ideais opostos aos estipulados e nos comportarmos de forma diferente da maioria, acabamos por ser chamados de aberrações (e não só).
Sinceramente, não quero saber! Ponham-me a etiqueta que quiserem. Sussurrem à vontade quando eu passar, sejam mesquinhos, hipócritas, falsos... estejam à vontade, só vos ficará mal. Para mim, o importante é ser sempre eu, mesmo que em demência, seguindo o socialmente incorrecto. Nada mais me importa, sou livre de pensar individualmente e de sonhar. Esta estranha forma de liberdade é minha, não me irão conseguir privar da mesma.

terça-feira, setembro 26, 2006


No Silêncio de uma Noite Perdida

Sigo o silêncio desta noite perdida
Nas ruas de uma cidade deserta
E rendo-me ao vento e à sua magia,
Aos encantos de uma alma desperta.

É junto a este mar salgado
Escutando-te a ti e à sua canção
Que procuro no céu estrelado
A divina e eterna razão.

Não me roubem estas noites de verão
Perdidas numa cidade, perdidas no mar;
Não me roubem as estrelas nem a alma;
Não me roubem o eterno amor humano.

Quando o fogo arde, arde em mim
Para que veja a dança das sombras,
Sombras daquilo que já sofri.
Não me roubem as velhas esperanças.

Quero ser mas ser vivo,
Não perdido nas brumas da incerteza
Por trazer um sonho corrompido
Por ser velho sem a antiga beleza.

Quando amanhã de novo acordar
Que não seja mais se não eu
Pois mesmo que de ti perdido irei acreditar
Que não fui o único quem aqui perdeu...

sexta-feira, setembro 22, 2006



UM POUCO DE MIM MESMO

Eis uma tarefa que me foi sugerida pela bloguer Ruby Sackville-Baggins, proprietária do blog http://rubysackvillebaggins.blogspot.com/ . Esta tarefa consiste em inumerar seis coisas sobre mim; após realizar essa tarefa irei pedir a outras seis pessoas (bloguers) que façam o mesmo para darem continuidade a este ciclo. Os escolhidos deverão realizar esta tarefa nos seus blogs, escolhendo outras seis coisas para se caracterizarem, à sua escolha, e, no fim, escolherem outros seis nomeados diferentes para realizarem a mesma tarefa.

Vou tentar realizar esta tarefa. Falar sobre mim parece algo difícil, mas não custa nada tentar.

Literatura
Adoro ler. Desde pequeno que é um dos meus passatempos favoritos. Abrir um livro e passar uns bons momentos a desvendar os seus segredos, embrenhado nas suas aventuras, é algo que me dá muito prazer. Os meus temas favoritos no que toca à leitura são ficção científica, filosofia, psicologia, romance histórico e poesia. Gosto tanto de literatura portuguesa como de literatura estrangeira. Gostava muito de dizer alguns títulos de obras li, mas são tantas e variadas que nem amanha saía daqui.
Para mim os livros são algo muito especial. Com eles podemos aprender ou então limitarmo-nos a descontrair. É óbvio que podemos ler só para nos deliciarmos com a sua história, mas uma das coisas que também penso ser algo construtivo é analisar o que lê-mos. A maior parte dos escritores, ao escreverem um livro, deixam-nos mensagens que nos podem ajudar a ver o mundo de outra forma, ou simplesmente saber o que lhe ia na alma. Normalmente isto é mais fácil de identificar na poesia.
Os meus locais habituais de leitura são a cama, os transportes públicos ou até mesmo numa esplanada. Isto não me impede de ler noutros locais, mas estes são mesmo os mais frequentes.
Infelizmente, os portugueses têm poucos hábitos de leitura. Penso que as principais causas para o efeito são uma geração demasiado apegada às novas tecnologias e o factor económico.

Escrita
Escrever é algo que me ajuda a exteriorizar aquilo que sinto e que, por vezes, não consigo dizer por palavras. Quem me conhece acha estranho o facto de eu me expressar de uma forma diferente através da escrita, de uma forma muito mais madura. Não sei, o que escrevo é instintivo e é claro que penso quando estou a escrever, mas não consigo encontrar uma explicação que possa esclarecer tal coisa.
O que mais escrevo são poemas; poemas românticos, crítica social, etc... Também costumo escrever pequenos textos de pensamento interior, sobre mim ou sobre o mundo que me rodeia. Escrever faz-me sentir vivo e faz parte de dois dos meus grandes sonhos: seguir jornalismo de imprensa e ser um escritor reconhecido (pela positiva, é claro ^_^).
Gosto muito de escrever perto do mar, em esplanadas, no campo ou na cama, quando não consigo adormecer.
Gostava muito de ter tempo e cabeça para escrever um romance, uma vez que tenho várias ideias e histórias feitas na minha cabeça, mas passar para o papel é mais difícil.

Mar
Para mim o mar é um excelente meio para aliviar o stress. Acho que é um dos melhores confidentes. Ficar sentado a observar a rebentação das ondas, escutando o seu canto. Gosto da sua beleza, da diversidade de vida, dos seus mistérios e das lendas e mitos que giram à sua volta. É muito especial para mim. Infelizmente o ser Humano parece ter como objectivo destruir a sua beleza, mas isso é outra história...

Lua
A Lua é o meu símbolo romântico. O ideal é mesmo ter a junção desta com o mar, numa praia à noite. Também esta já me serviu de confidente e amiga.

Música
Gosto de praticamente todos os géneros musicais e uso cada um para uma dada situação. Ouvir música pode ajudar-me a relaxar, a descarregar as energias negativas acumuladas ao longo do dia ou então para ouvir, simplesmente, enquanto faço outra coisa qualquer.

Mau feitio
Como ser humano que sou, por vezes tenho um pouco de mau feitio. Por vezes penso que funciono com dupla personalidade: num momento estou muito bem disposto e por vezes, sem razão nenhuma aparente, fico de mau humor. Este mau feitio que por vezes tenho leva-me a ser muito teimoso e difícil de suportar. É um dos meus maiores defeitos e que convive muito comigo sabe bem disso. Só posso é pedir desculpa, uma vez que faz parte de mim e não conseguir evitar ou controlar...

Anime
Se há coisa que eu também adoro muito é animação japonesa. Algumas pessoas pensam que isso é só para crianças e não acham piada nenhuma, mas gostos são gostos. Uma das coisas que me atrai no anime é as histórias, repletas de mensagens sobre a vida, diversos temas e também cultura. Para muitos não passam de desenhos animados japoneses, mas para mim é mais que isso. Tem um misto de aprendizagem interior aliados à fantasia da criança que há dentro de cada um de nós. Basta é saber escolher o anime certo que se enquadra mais na nossa forma de ser, porque diversidade é o que não falta.


E é só!
Demorei mais de uma hora a realizar esta tarefa, mas até achei divertido!
Os escolhidos para continuarem esta tarefa são:

Horcruxes
Hugo Vieira
JuliusClausius
Klatuu o Embuçado
Ana Origami
Ac-Nataraj


Para o caso dos seleccionados não quererem realizar a tarefa não há problema, não é obrigatório! Caso o façam, divirtam-se!

quarta-feira, setembro 20, 2006

Desde segunda feira que regressei ao liceu. Um novo ano lectivo pela frente permanecendo num aglomerado de sons, cor, luz (ou falta dela)... Há algo aqui que continua a assustar-me.

O Reencontro
Reencontrei o liceu, o mesmo em que estudo parece já uma eternidade. O mesmo de sempre, com os mesmos defeitos de sempre e mais alguns que já consegui detectar. Com o jornal de Março ainda afixado, o jornal que eu fiz e que ainda ali permanece, esquecido no tempo. Vejo de novo os velhos alunos e os novos; acumulam-se no caminho e nas entradas, obstruem as passagens e provocam um ruído que se pode assemelhar ao de um galinheiro.
Reencontrei os meus colegas, os mesmos desde o 10º ano e alguns anteriores. Estão iguais ao que sempre foram.
Reencontrei um pedaço de tempo que parou, um pedaço de tempo que não avança...

É tudo tão igual ao de sempre e sempre tão diferente de mim. Banais discussões, risos histéricos, problemáticas de uma adolescência ainda por ser feita. Não vou ver este quadro como um pesadelo, mas sim como algo que me pode fazer mudar mais um pouco, evoluir. Vou aprender o que quero aprender e tirar o pouco que resta de interesse. Se tiver tempo, mesmo que os outros não se importem, vou dar um pouco de mim para que possa mudar alguma coisa. Tentar fazer com que, no futuro, os que vierem e os que já cá estão, possam ter algo melhor, algo que lhes faça ter prazer em permanecer ali.

segunda-feira, setembro 11, 2006















O teu Lar

Percorrendo os espaços verdejantes
Do tempo dos românticos
Sigo o vento e as folhas
Em busca de um olhar

Senti o gosto doce desta terra
Tão doce como os teus beijos
Na procura de outros tempos
De outras vidas

E é no enlear dos sonhos com a vida
Que descubro a fantasia
De mundo teu, escondido,
Que agora me revelas

Seria sabiamente protegido
Se o amor não existisse
Para acalmar as feras da oposição
Que agora confiam em mim

O tempo parou para nós
Não, não parou
Nós é que já não damos por ele
Pois perdeu-se na indiferença

sábado, setembro 09, 2006

Animal Attraction

Bem, eis um video animado que nos fala de algo que não nos difere muito dos animais - sexo! Hoje em dia é algo muito explorado, mesmo a nível comercial. Deixem-se de tabus e divirtam-se ^_^

quarta-feira, setembro 06, 2006

A Eterna Mudança

Este desenho foi feito hoje por mim. Como é óbvio, trata-se de um desenho abstracto. Dei-lhe o nome de “A Eterna Mudança” pois foi nessa ideia em que me baseei para o fazer. O bom do abstracto é que cada um pode tirar as suas próprias conclusões. Sei que não está nada de especial, sinceramente nunca fui bom no que toca a desenhar (e em muitas outras coisas). Todos os anos em que tive Educação Visual as minhas notas eram sempre à base do 3. Por estranho que pareça tive 5 no último ano em que tive esta disciplina. Enfim, nada é perfeito e este desenho é uma dessas coisas imperfeitas, mas tem o seu significado, pelo menos para mim. Espero que gostem. Verdade seja dita, mesmo que não gostem ele está aqui, isso não muda nada, mas podem dar a vossa sincera opinião, eu não fico chateado.