segunda-feira, dezembro 11, 2006


MANIAS
Esta sugestão foi-me dada pela bloguer http://rubysackvillebaggins.blogspot.com


“Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do “recrutamento”. Ademais, cada participante deve reproduzir este “regulamento” no seu blogue.”


1ª Mania – Não consigo estar quieto, seja a fazer aquilo que for. Se tiver a conversar com alguém, tenho que gesticular; nas aulas tenho que ter algo nas mãos (caneta, borracha, etc…) e vou manuseando, só assim me consigo concentrar.

2ª Mania – Dormir apenas com roupa interior, seja Inverno seja Verão. Não gosto de pijamas.

3ª Mania – Ligar sempre o computador antes de sair de casa para as aulas, de manhã, e dar uma vista de olhos no meu blog e, se tiver tempo, noutros blogs.

4ª Mania – Não consigo sair de casa sem estar minimamente decente, nem que seja para levar o lixo (penteado, com as peças de roupa a condizer umas com as outras, etc…).

5ª Mania –
Fumar um cigarro e estar sentado 5 minutos antes de sair de casa de manhã, durante a semana, para ir para as aulas.

Para realizar esta tarefa escolho:
Karpediem-Karlytus
EMN
Gaybriel
BbDeluxe
Lúcia

Não são obrigados a realizar esta tarefa ^_^

segunda-feira, dezembro 04, 2006


Amo-vos Palavras

Amo as palavras e a sua essência,
Sentir a sua suave sonoridade,
O tinir das teclas quando as escrevo
Ou o roçar da caneta no papel áspero!

As palavras – não as escrevem apenas
Os romancistas, os dramaturgos ou os poetas,
Também o homem comum as cria,
Ainda que em mão trémula e incerta.

Quero escrevê-las, dar-lhes alma,
Usar o meu sangue como tinta
E marcar a minha vida em palavras
Soltas, mas tão minhas como eu!

Para lá da Blogosfera


Este sábado, dia 2 de Dezembro de 2006, ao sabor de um apetitoso manjar italiano, juntaram-se conversas de um grupo que se conheceu através da escrita. E para quem disse que um blog não pode ir para além das palavras, provou-se o contrário, com um jantar em que o conhecimento passou dos caracteres para uma presença física, ao vivo e a cores.
Não tenho como descrever aquela noite. Foi, para mim, especial, enriquecedor no sentido do convívio entre pessoas que partilham interesses comuns e que dão a conhecer outros tantos, em acto de aprendizagem e/ou pura diversão.
Muito se riu naquela mesa, muito se brindou aos blogs, ao sucesso, à felicidade, aos projectos de vida de cada um, a tudo e mais alguma coisa. Um brinde à vida.
As horas passaram rápidas. O tempo foi traiçoeiro! Mas fica na memória um momento bem passado com o desejo de se repetir.

terça-feira, novembro 28, 2006

winter love song

Numa das minhas passagens pelo youtube encontrei este clip. É certo que não percebo chinês (sei que é chinês por causa dos caracteres da letra, são ligeiramente diferentes dos japoneses. Também se nota pela própria língua, a sonoridade), mas gostei tanto da música que resolvi partilhá-la. Vou ver se encontro a tradução, nem que seja em inglês. Num mundo em que as diferentes culturas estão tão perto de nós é sempre bom conhecer um pouco do que vai para além das nossas fronteiras. Reconheço que este tipo de música não se enquadra, talvez, nos padrões do que muitos dizem ser "boa música e de qualidade", mas eu gosto.

sábado, novembro 25, 2006

Kiwi!

O que me pareceu ser, inicialmente, um video com uma certa piada (um "pássaro" esquisito a pregar árvores num penhasco) deixou-me pensativo e um pouco angustiado (quando ele se atira). Desejei que as asas se desenvolvessem mais e que ele voásse... Até onde podemos ir para realizar os nossos sonhos? Será que é preciso, metafóricamente, arriscar ao ponto de nos atirar-mos de um penhasco sem sabermos se vai dar certo?
Posso estar a ser piegas, mas fiquei com pena desta pobre "ave"...

sexta-feira, novembro 24, 2006

A VOZ DA NATUREZA
- IV -
O Uivar do Vento Rebelde

Hoje despertou o Vento rebelde
Pois os seus murmúrios eram surdos
E para que o Homem o escutassem
Mostrou-nos a sua força arrasadora!

Acompanhado pelas lágrimas da natureza
Ousou um dia dar vida ao Homem
Que o respira sem um só agradecimento,
Ignorando a sua “ancestral” origem…

E se com calma e paz não é entendido
Porque não fazer uso da força
Para que o corpo sinta a sua presença,
Uma vez que o coração o desprezou?

Sou aquele que uiva nas janelas
E que um dia murmurou avisos,
Mas como estes não foram ouvidos
Não tenho outra escolha se não esta.

Libertam para os céus onde caminho
A negra força de toda a ignorância
De sujar a vida que respiram
Na (in)consciência de não mudar.

Quando irão ter tempo para me ouvir,
Já que nem assim me dão importância?
Pensam que é fechando as janelas
Que de mim ganham segurança?!

Mas se não escutarem os meus avisos
Um dia será tarde para lamentos e gritos
Pois o castigo que diariamente criam
Não será breve nem compreensivo.

Agora a escolha será vossa,
Guiem mais uma vez o destino.
Sei dificilmente irão mudar
Portanto só me resta esperar…

E com um uivo afastou-se
Continuando as investidas pela cidade,
Fazendo tremer as janelas e as árvores,
Sacudindo a vida com um sopro.

quinta-feira, novembro 16, 2006

A VOZ DA NATUREZA

- III -

A Morte da Árvore Velha

No centro de uma grande cidade,
Entre blocos cinzentos e modernos,
Um ponto verde fazia-se sentir
Apesar de marcado pela idade.

Ninguém sabia qual a razão
De ainda ali se encontrar
Uma árvore que apesar de velha
Persistia, insistindo em não mirrar!

Era a única testemunha temporal
De que o mundo fora, noutros dias,
Mais limpo, mais fresco, mais verde,
Com um ar mais fácil de respirar.

Um grande ruído dela se acercava
Pois debatia-se uma nova construção
E a velha árvore, pobre coitada,
Não passava de uma obstrução.

A sentença era certa, ela bem o sabia,
Mas mesmo sentido o ruído da morte
Não se amedrontou, já nada temia;
Limitou-se a pensar em si e no Homem:

Noutros tempos a terra era verde
Salpicada por pontos de cor;
Agora é triste, morta e cinzenta
Banhada de agonia, sofrimento e dor…

Vi as minhas irmãs de vida
Lentamente serem devastadas
Pois o Homem queria mais espaço
Para construir e fazer estradas.

Ó Homem assassino, que de ti sinto,
Não ódio, mas pena pela ignorância,
Pois pela loucura dessa tua ganância
Não é só a mim que arrancas a vida.

Como os teus olhos são cegos
E o teu coração duro e frio
Esperarei que num pequeno suspiro
Sintas o mal que a ti fazes...


E o ruído ensurdecedor cessou...
O último ponto verde tinha sido extinto.
Levem-na e cortem-na, dará um bom lume!
E, sem que palavra fosse dita, levaram-na…

segunda-feira, novembro 13, 2006

A VOZ DA NATUREZA

- II -

Queixumes de flores

Um pequeno murmúrio despertou!
Falavam entre si, indignadas,
Pois por muito que desejassem
Não eram de todo respeitadas:

Somos belas e formosas,
Com perfumes sem igual;
Porque razão estes Homens
Nos tratam assim tão mal?

Uns é certo que nos cuidam
Com bondade e delicadeza,
Conhecem-nos e adoram
Toda a nossa riqueza.

Já outros que nos cortam
Embrulhando-nos em arranjinho
Para que nos matem por agrado
De uma efémera paixão.

Ó Homem, porque não vez
Que mais belas somos na terra
Onde nascemos e crescemos
Vivendo sem prazo curto?


As suas palavras eram amargas
Contrariando os seus perfumes
Que se apagavam, lentamente,
Para dar voz aos seus queixumes

Mas o Homem não as ouviu,
Tinha pressa, tinha preguiça,
Tinha mais que fazer que ouvir
Tristes vozes de pequenas flores…

A VOZ DA NATUREZA
- I -
E se a Natureza falasse?
___________
Por vezes dou comigo a pensar
Em como seria este mundo
Se a Natureza pudesse articular
Palavras de um idioma comum.

Que diriam as árvores e as flores?
Que segredos contaria o Mar?
E o Vento, que iria ele sussurrar?
Tantas histórias iríamos ouvir…

Gostaria de saber o que ela sente
Quando a cobrimos de tons cinza
Numa atitude cruel e consumista
Sem olhar, porque não fala.

Ela chora, grita e manifesta-se
Mas sem voz igual à nossa;
Apesar de tudo mostra a sua dor
E ainda assim há quem a ignore!

E tudo porque a pobre não fala
Em língua que o Homem entenda,
Ou talvez fale, de outra maneira,
Mas o Homem não tem emenda…

Vou fechar os olhos e imaginar
Um tempo em que se faça ouvir
De forma clara e objectiva,
Como parte do nosso dia-a-dia…



Agradeço a todos os bloguer’s que participaram no meu inquérito sobre blogs. Dentro em breve poderão ver o resultado deste e de muitos outros trabalhos. Espero poder ter oportunidade para visitar alguns dos blogs dos voluntários que responderam. Infelizmente não disponho de tanto tempo quanto gostaria de ter; o liceu e o trabalho (mesmo que só aos fins de semana) ocupam-me grande parte do meu tempo e, como é obvio, também preciso de um pouco para a minha vida privada. Peço desculpa aos donos dos blogs que já tenho por habito visitar caso não consiga ser tão assíduo.

Mais uma vez agradeço a colaboração de todos, ajudaram-me, e muito, para poder realizar esta reportagem.

terça-feira, novembro 07, 2006

INQUÉRITO
Agradecia a todos os Bloguers que respondessem a este inquérito. Estou a fazer uma reportagem sobre blogs e bloguers para o jornal da escola (o qual poderei partilhar convosco em breve). Pedia-vos também, caso seja possível, que informassem outros bloguers sobre este questionário para que também possam responder.
Podem deixar as vossas respostas (identificando os números das perguntas e respectivas alíneas) com o formato de comentário ou enviarem-mas para brunofmoutinho@gmail.com
1. Há quanto tempo tem blog?

2. Qual o motivo que o/a levou a criar o blog?

3. Qual(quais) o(s) tema(s) abordado(s) no seu blog?

4. Com que frequência escreve no seu blog?
a) Todos ou quase todos os dias;
b) Três ou quatro vezes por semana;
c) Uma vez por semana;
d) Uma ou duas vezes por mês;
e) Menos de uma vez por mês.

5. Costuma ler outros blogs?

6. Idade:
a) 14/16
b) 17/20
c) 21/25
d) 26/35
e) 36/45
f) 46/55
g) 56/65
h) + 65

7. Qual a sua instrução escolar completa?
Muito obrigado pela colaboração.

segunda-feira, novembro 06, 2006


A Menina da Varanda

Numa tarde cinzenta
A caminho da trivialidade
Cruzei-me com a inocência
Algures, numa cidade!

Como por fantasia de sonho
Uma pequena menina
(Debruçada na varanda)
Soltava pequenos pedaços de papel

E eles voavam graciosamente
Nas asas do vento suave
Caindo no chão impuro, lentamente,
E espezinhados pela vida.

O tempo parecia ter parado
Para que todos sentissem,
Mas ao sentir-se ignorado
Avançou de novo, fugindo...

E a pequena menina deixou-se ficar
Sorrindo para ninguém
Pois ninguém a viu sorrir;
Ninguém viu a menina da varanda.

sábado, novembro 04, 2006



Quando não estás

Sinto falta de sentir
As tuas mãos no meu corpo
E de o sentir junto ao teu,
Não em contacto sexual,
Mas no respirar,
Em suspiros de amor...

Mesmo não te tendo hoje
Fisicamente presente,
A ti te entrego,
Por pensamentos,
A voz do coração
Que canta para ti;

E se o tempo mo permitir
Que sintas também,
Ao adormeceres distante,
Um beijo de toque de lua
Pois quando se ama
A magia não é fantasia...


Este poema surgiu-me quando enviei uma mensagem (primeira estrofe e verso 16) a alguém especial. A ti te entrego este poema, simples. Não é uma obra de arte pois os apaixonados não têm arte, são tolos ^_^

quinta-feira, novembro 02, 2006

Fotografia por Nuno Pimenta - «sem título»


Caminhando num jardim, num dia de chuva

Passeio num jardim de tempos esquecidos,
Onde caminharam os deuses antigos,
Em passos de vento, num débil pensamento
De ser e existir, algures, num momento.

E se o corpo caminha assente na terra
Já a alma plana, algures, sonhando discreta
E desatenta ao real, na simplicidade
Da fantasia, perdendo-se pela cidade.

A despedida, a saudade das cores vivas
E dos doces aromas de outros dias
Que agora a chuva lava em tons cinzentos,
Criando a ilusão de infelizes desalentos...

segunda-feira, outubro 30, 2006

The Nightmare Before Christmas - This is Halloween

Amanhã, dia 31 de Outubro, é dia de Hallowen! Estejam antentas, almas desafortunadas, é dia das bruxas saírem dos seus esconderijos, hihihihi ;)
Espero que se divirtam com este video e amanhã ^_^

sexta-feira, outubro 27, 2006

Guerra

A guerra, de uma forma geral, é má, mas quando se trata de crianças as coisas tornam-se muito mais assustadoras. Se os "grandes" querem fazer guerra, que a façam entre si, mas deixem os inocentes viver, viver e descansar, sem o medo permanente de entrar uma bomba pela janela...

quarta-feira, outubro 25, 2006


Pensamentos de Chuva

Sinto a chuva cair nesta noite escura
Dando de beber à terra que a sorve
Sem pedir mais que a sua leve frescura,
Alheia aos murmúrios de dor e de morte.

São lágrimas doces que tocam em flores
Que gelam ao sabor do triste vento
Sentindo o amor dos outros sofredores
Que choram algures, perdidos no tempo.

O que é uma vida despida de sonhos
Num momento qualquer, sempre inoportuno?
Juro que não é apenas sal nos olhos.

Mais que a morte é a dor da vida
Que destrói e reconstrói, como esta noite
Em que a tempestade dá outros pontos de vista.

sábado, outubro 21, 2006



Desperdícios

O Francisco foi despedido da empresa onde trabalhava. Não por incumprimento seu, mas apenas porque, lentamente, o negócio foi deixado de funcionar e os empregados foram sendo “aconselhados” a sair e a encontrar outras alternativas. Alguns insistiram em ficar, como o Francisco. Afinal, já trabalhava ali há muitos anos, gostava de ali estar, era bom no que fazia e todos gostavam de si. Até que um dia, um pouco abruptamente como sempre ocorre com as más notícias, a empresa fechou as portas.
O Francisco viu-se na rua, com uma magra compensação pelos seus muitos anos de trabalho. Inicialmente não se preocupou em demasia. Afinal, tinha experiência, formação, excelentes cartas de recomendação. E, sobretudo, era bom no que fazia.
Bateu a várias portas mas, estranhamente, poucas se abriram. “voltaremos a entrar em contacto consigo”, “Neste momento não precisamos de mais pessoal, mas vamos guardar o seu currículo”, “Na verdade tem qualificações a mais para o que pretendemos”, “Não encaixa exactamente no perfil de empregado que estamos a contratar”. Passaram dias, semanas, meses. Passou um ano e depois mais meio. O Francisco desesperava e aos poucos esmorecia. Não, não passava fome nem vivia debaixo da ponte. Felizmente, não tinha filhos pequenos nem a renda de casa era alta. A mulher ganhava razoavelmente e tinha algum dinheiro guardado. Mas sentia-se diminuir, apagar. E, sobretudo, não percebia o que lhe estava a acontecer.
Alguns amigos diziam que era das cunhas e que tinha era que falar com alguém que o pudesse desenrascar. Outros falavam na recessão, nas taxas de desemprego. Não era ele, asseguravam, não era ele. Ele era qualificado, competente, um excelente profissional.
Tentou de tudo, até concorrer para empregos menos diferenciados. Mas aí olhavam-nos com cinismo e desconfiança e nas suas costas quase podia jurar que ouvia as insinuações: “Mas quem pensa o gajo que é? Está-se mesmo a ver que tem um curso e quer vir para aqui acarretar com pesos... O gajo quer é vir e passados dois meses está a ver se fica como responsável disto... era o ficas, era... ponho-te mas é já a andar!”.
Até que um dia, com uma olhar compadecido, uma das responsáveis pela selecção de uma das inúmeras empresas a que já tinha ido – jovem, tão jovem que mal parecia saída do secundário –, acabou por lhe confessar: “Sabe, não é nada contra si, nem tem nada a ver com o seu currículo. É que o doutor é... desculpe... demasiado velho! E as empresas não querem contratar gente da sua idade, que já tem experiência e normalmente exige melhores salários e mais direitos. Querem gente nova, que faz tudo para começar, mesmo que seja trabalhar 10 horas por dia quase de borla, está a entender?” Entendeu. E parou de procurar. Foi para casa, calçou os chinelos, sentou-se à frente da televisão. Fechou os olhos e imaginou-se num jardim público, a jogar às cartas e a adivinhar o voo das pombas. Adormeceu.
O Francisco tem 37 anos. Estaremos mesmo preparados para o arrumar na gaveta dos desperdícios?
(in Público, 20 de Outubro de 2006, por Carla Machado, professora universitária)



Eis um problema já considerado do dia-a-dia neste nosso pequeno país. Neste caso temos um homem que, apesar de tudo, não é tão velho quanto isso e que tem, além da experiência, estudos. Agora vamos imaginar o caso de homens e mulheres que, por exemplo, trabalham numa fábrica. Esta vai à falência. Toda a sua vida trabalharam lá. Têm quarentas e muitos e uma instrução escolar mínima. O que será dessas pessoas? Dizem-lhes que já são velhas para trabalhar, mas também são muito novas para se reformar. A maioria dessas pessoas tem filhos pequenos, ou estudantes de liceu. Têm uma renda para pagar e as restantes contas. Nestes casos, o/a marido/mulher não ganha tanto quanto isso, e pode acontecer que estejam ambos desempregados. Que podem fazer? Recebem o fundo de desemprego, uma quantia miserável tendo em conta que as despesas são cada vez mais elevadas. Sim, podem não passar fome, podem não viver debaixo da ponte, mas será que vivem de acordo com as suas necessidades? Penso que não. Muitas dessas pessoas podem acabar por conseguir arranjar trabalho, sim, ninguém disse que não, mas, essas raras excepções, são trabalhos onde recebem o ordenado mínimo ou pouco mais que isso e desempenham tarefas árduas, completamente diferentes daquilo que fizeram a vida toda ou que gostavam de fazer.
Dizem que querem acabar com a crise, mas os números do desemprego são cada vez mais elevados assim como as contas para pagar. Isso diminui o poder de compra. As pessoas compram menos, produz-se menos, fecham-se fábricas, pequenos estabelecimentos, pequenas empresas... mais gente para o olho da rua. Mais subsídios de desemprego para pagar, a crise aumenta. E isto torna-se num sistema rotativo.
O que interessa mesmo são pessoas acabadas de sair dos liceus (ou mesmo das faculdades), novas, sem experiência e que, de preferência, não conheçam grande parte dos seus direitos, dispostos a trabalhar mais por menos. Aqui o físico também interessa. Meninas “modelo” com decotes e umas boas pernas, por exemplo. Naturalmente que são só exemplos do que se passa genericamente. Felizmente existem empresas onde interessa a experiência e instrução escolar superior. Para todos os efeitos o factor idade continua a estar presente. Há quem defenda que é bom, a competitividade cria mentes brilhantes. Talvez. Pontos de vista...

terça-feira, outubro 17, 2006


Menina dos Olhos Doces

Menina dos olhos doces,
De curvas obscenas,
É ver como te balanças
E outros olhos encantas.

Menina dos olhos doces,
Onde foi a vergonha menina?
Já a terás esquecida
Algures na memória...

Tu que corrias descalça
Nos prados da inocência,
Agora caminhas em saltos
Na cidade da indecência.

Pobre menina perdida
Que da doçura dos teus olhos
Provas os amargos sabores
De uma triste vida.

Perdeste o alegre canto
Algures numa garrafa
Traçando a desgraça
Com um descruzar de pernas.

Menina dos olhos doces,
Não vivas com mau gosto,
Não vivas na penumbra,
Porque vida só há uma...

segunda-feira, outubro 16, 2006

Delerium- Duende

Delerium é uma banda de Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá, formada em 1987, inicialmente como um projecto paralelo do grupo de música industrial, Front Line Assembly.
Fonte: Wikipédia

Esta música pertence ao album Karma, dos Delerium. Recomendo vivamente que, de alguma forma (download ou compra) adquiram este disco. Descubri esta banda e respectivo album numa pesquisa pelo site http://www.allmusic.com/
Se quizerem saber mais alguma coisa sobre esta banda e outras tantas, é só dirigirem-se a este site. Desfrutem da música, espero que gostem.

sábado, outubro 14, 2006

Vanessa-Mae ("Destiny") - Sailormoon (Uranus and Neptune)

Espero que gostem do vídeo. A música é da violinista Vanessa-Mae, “Destiny”, (pequena biografia no parágrafo seguinte) e as imagens são da série de anime japonês Sailormoon. Encontrar este vídeo no Youtube foi, sem dúvida, a junção de duas coisas que eu gosto.

Vanakorn Nicholson, conhecida como Vanessa-Mae (Singapura, 1979) é uma violinista de formação clássica que se tornou famosa mundialmente fazendo gravações onde misturava música clássica com pop, jazz, techno e outros ritmos modernos. O álbum que lhe deu fama internacional foi "The Violin Player", de 1994.
Fonte: Wikipédia


DESTINO

Quantos são aqueles que acreditam no destino? Acreditam numa força superior ao nosso próprio ser, força essa que nos comanda a vida. Há quem diga que, no momento do nosso nascimento, temos já um destino traçado, destino esse que não pode ser mudado e que, se tentarmos fazê-lo, uma tragédia cairá sobre nós.
É muito mais fácil, para alguns, acreditar que a culpa de não serem bem sucedidos na vida, de terem determinados tipos de azares, deve-se ao seu próprio destino. Ao pensarem assim estão, automaticamente, a livrar-se da sua culpa. Se a nossa vida avança de acordo com algo que já foi pré-destinado no início dos tempos, não sei, mas acho que podemos alterar isso. Tudo irá depender das nossas atitudes, dos caminhos que seguimos. Se optar-mos por uma atitude passiva, de esperar que tudo aconteça, naturalmente que, das duas uma, ou não vai acontecer nada ou, então, o resultado pode ser um grande “buraco negro” nas nossas vidas.
Escolher o caminho que devemos seguir cabe-nos a nós. A única influência que podemos ter nessa escolha irá advir do meio social em que nos encontramos e daqueles que estão à nossa volta (isto claro se nos deixarmo-nos influenciar).

terça-feira, outubro 10, 2006

//\\ Monsters, INC: "Mike's New Car" //\\ (CLÁSSICO vs MODERNO)

Este vídeo mostra-nos, de uma forma animada, que nem sempre o que é moderno é bom.
É natural, todos gostaríamos ter coisas de tecnologia de ponta que nos facilitariam a vida (ou não). Dou-vos um exemplo pessoal: Apesar de entregar a maior parte dos trabalhos impressos a computador, escrevê-los directamente no Word e/ou verificar a ortografia a olhar para o monitor nunca foi grande ajuda. O suporte digital é sempre bom, mas neste aspecto perfiro a mistura do clássico com o moderno. Escrever à mão, passar para o computador, imprimir e verificar no próprio papel. Outro exemplo é ler grandes textos no computador, sempre me meteu muita confusão e metade passa-me ao lado. Como eu gosto das letras em papel, compreendo-as melhor e nao exforço tanto a vista.
A maior parte das pessoas ligadas às novas tecnologias têm como objectivo (um dos) a desutilização de suporte em papel, passando tudo a ser digital. Afirmam ser mais seguro, prático e que ocupa menos espaço. Concordo na questão do espaço (1 CD substitui, realmente, uma pilha com 30 metros de papel) e do prático (alcansamos a informação desejada muito mais facil/rapidamente), mas não na segurança. Quantos de nós já perdemos coisas importantes que tínhamos no computador porque este avariou ou apanhou uma "virose"?
Hoje em dia é tudo muito digital e, quando o software falha ou estão com os chamados "problemas técnicos" é uma carga de trabalho, isto porque já ninguém sabe viver sem o computador. Pegando no exemplo das crianças, da geração mais jovem que já nasceu "sentada ao computador": Têm como único entretenimento o computador ou a televisão (em algum casos), isto para não esquecer as consolas. Quando lhes faltam estes "acessórios" ficam chateados e entedeados, afirmando que não têm mais nada para fazer. Parece que estamos a perder o culto dos livros, das artes e da escrita. Os trabalhos manuais já não têm valor e "dão muito trabalho", para além de serem "uma seca".
Tanta evolução tecnológica pode parecer bom, mas anda a privarnos de muita coisa. Isto já para não falar na evolução tecnológica negativa (armas cada vez mais destructivas).

Apesar de tudo é a minha humilde opinião. Cada um tem a sua e é livre de a manifestar.

quinta-feira, outubro 05, 2006


04 de Outubro de 2006


Hoje parece-me que o sol se apagou para mim. Não quero fazer de mim, da minha vida, uma tragédia grega, mas hoje sinto-me perdido. Até que ponto nos podemos sentir assim? Chego a sentir-me perdido de mim mesmo.
Acordei, como é habito, é a minha rotina diária. Sentia-me cansado, sem vontade para mover um único músculo do meu corpo. “Não tenho nada a perder”, pensei. Fiz o que faço todos os dias e saí de casa (mais cedo do que é costume).
A passo brando acendi um cigarro. Vejo-me nos reflexos dos vidros, mas mais ninguém me vê. Senti-me a caminhar num espaço de morte, vazio, sem vozes, sem o cantar dos pássaros. Até as árvores me pareceram mortas. E eu, sozinho, eu que já vim de luto, continuo a caminhar num passo sereno.
O liceu, tão trivial. Já me agonia o intelecto... O corpo rende-se ao cansaço, mas nada posso fazer. Até me sinto bem. O corpo cansado obriga-me a focar os meus pensamentos na dor física. É um mal menor.
Acabou. Finalmente poderei voltar para casa. Almoçar, talvez dormir, ou então, saber um pouco do que se passa no mundo. Não devia ter planeado isto... O telefone toca... Oiço o meu pai. É hora de dar parte de mim à família.
Caminho rumo ao centro de saúde. O silêncio consome-me a alma. Mais uma vez não presencio a vida, apenas o vazio. Caminho por entre sombras...
Vejo-te cansada. Em silêncio, sento-me ao teu lado. Silêncio... Não há nada para dizer. Também tu sofres. O teu sofrimento já julgam ter diagnosticado, mas que sabem eles? Aguardamos em pausas para cigarros. Um dia isto ainda vai ser a causa da nossa morte! Mas tu também não te importas.
As sombras tornam-se nítidas, doentes. Temos que ir ao hospital.
Sempre odiei as urgências. Tanto sofrimento. Sinto pena de ti, deles e de mim. Assusta-me... Apetece-me chorar, mas não posso. Tenho que te dar forças, não o contrário. Pergunto-me se, nestas urgências, também existe um “Dr. Cura-Almas”.
Finalmente chagaste, pai. Dou-te a vinheta de acompanhante e entras. Dá-lhe agora tu um pouco de amor. Já é noite. Sinto frio, assim como volto a sentir a minha dor. As coisas más parecem vir sempre em cadeia. Aguardo, sozinho... Como queria alguém aqui comigo, alguém especial. Queria ser aquecido com um terno abraço e ouvir palavras reconfortantes. Mas não as tenho. Se calhar a culpa é minha, mas que interessa isso. Se estivesse no meu quarto, na minha cama, no silêncio da noite, poderia chorar sem que ninguém visse. Chorar apazigua o sofrimento e faz-me sentir cansado e adormecer. Como não “posso” chorar, escrevo. Escrever sempre me ajudou a exteriorizar o sofrimento. Dizem que o “Bruno” que escreve é diferente do “Bruno” que vive. Dizem que é mais racional, adulto. Que importa o que dizem? Sou sempre eu! O “Bruno” que vive é o mesmo que escreve aquilo que vive, aquilo que sente.
Preciso de descanso...


Pequeno Barco de Papel

Pequeno barco de papel,
por onde vais?
Para onde me levas?
Em que águas navegas?
Perdi-me nas brumas,
Já não vejo a margem:
A terra da fantasia,
Perdia-a...

O vento sopra
E acompanha as águas
Serenas.
As minhas lágrimas
Misturam-se com as ondas;
Sou agora navegante solitário
Sem dia para voltar,
Perdido nas memórias.

A chuva cai
Desfazendo lentamente
O meu pequeno barco de papel.
Não me importo.
Que estas águas bebam o corpo
E o dissolvam
Levando-o consigo,
Para que não volte a sentir...

segunda-feira, outubro 02, 2006


O Desejo de Partir...

Hoje deixo que se apodere de mim
o desejo da ausência.
Quero fugir,
perder-me na incerteza
de um dia voltar...
Ser e não ser,
saltando de sombra em sombra,
escondendo-me na noite
banhada de lua.
Fecho os olhos...
Como te desejo!
Sinto o teu suave chamamento:
abraça-me e deixa-me,
deixa que me perca em ti,
quero afundar-me na tua essência;
morrer e renascer,
indiferente ao destino...
Não esquecerei a dor
que me marca o rosto
nem a ausência
de um simples sorriso.
Se o amor não me fugir
também não o esquecerei,
mas hoje
é dia de partir...
Uma vez que o vídeo referido no post anterior insiste em não aparecer (talvez por razões técnicas do Youtube), pedia que vissem através deste link:

http://www.youtube.com/watch?v=M6ZjMWLqJvM

O nome do vídeo animado é "The Last Knit".
Vícios e Obsessões

Vício
substantivo masculino
Defeito pelo qual uma pessoa ou uma coisa se afasta do tipo normal, de maneira a ficar mais ou menos inapto a cumprir o seu fim; hábito profundamente enraizado de acções gravemente imorais; mau hábito; erro contra as regras da arte ou da ciência; costumeira; impertinência; propensão irresistível; disposição natural; costume condenável; erro; libertinagem; desmoralização.
(Do lat. vitu-, «id.»)

Obsessão
substantivo feminino
Acto ou efeito de importunar alguém; preocupação constante; ideia fixa; obcecação; perseguição diabólica; estado da pessoa que se crê atormentada pelo espírito maligno, pelo Diabo;
MEDICINA
Em psicologia patológica: estado sintomático de diversas neuroses, e muito particularmente da psicastenia, caracterizado pelo facto de uma ideia, palavra ou imagem se impor ao espírito, independentemente da vontade, por acção espontânea do automatismo psicológico;
(Do lat. obsessine-, «acção de sitiar; bloqueio»)


Numa das “minhas viagens pelo mundo youtube” encontrei este vídeo animado que, através do “cómico de situação”, nos mostra até que ponto uma obsessão/vício se pode tornar perigosa ou vir a ter consequências desagradáveis.
Existem diversos tipos de obsessões/vícios que se podem agrupar consoante o seu grau de precistência. O que pode começar por parecer um acto inocente poderá, mais tarde, evoluir para algo difícil de controlar/evitar. Mas se formos a avaliar bem a situação, quem é que, hoje em dia, não tem uma obsessão/vício, por muito pequena que seja? Não nos podemos esquecer que, normalmente, nem damos por ela. Torna-se algo tão vulgar que nem nos apercebemos da sua existência.
Bem, cá estou eu a divagar num assunto sobre o qual não sei grande coisa, apenas aquilo que penso e julgo saber. É o que dá escrever pequenos textos com um auscultador colado ao ouvido, no trabalho... Para todos os efeitos vejam o vídeo. Tem 7 minutos e, na minha opinião, não é uma vulgar perda de tempo. Divirtam-se com a senhora obcecada por tricô e, se vos for possível, confessem quais as vossas obsessões/vícios.

quinta-feira, setembro 28, 2006

"na sombra", por António Araújo

SER INDIVIDUAL

Somos seres vivos e vivemos para a sociedade. Condicionados pelo que esta nos impõe, algo que está para além das leis e dos deveres cívicos, perdemo-nos numa rotina de ser para os outros, na vulgaridade de sermos iguais.
Não quero ser como os outros, fazer o que eles fazem ou o que querem que eu faça. Sou eu, apenas, todos os dias. Hoje, amanhã, sempre. Nasci como indivíduo na sociedade e aprendi a viver na mesma, a conhecê-la, mas quanto mais sei maior vontade sinto em me afastar. Não quero fazer parte dos seus pressupostos do que é normal, do que fica bem, do que é comum. Nasci em sociedade mas sei que posso pensar como ser individual. Quero pensar livremente e defender as minhas ideologias sem que em mim interfira o cruel e a frieza do desdém e da diferença (não que a opinião dos outros me preocupe).
Pergunto-me qual a razão de ter que sorrir quando tal não faz parte das minhas vontades. Deixar um sorriso de hipocrisia colado no rosto porque fica bem, porque agrada a alguém... parece-me absurdo. O mesmo se aplica ao facto de seguir-mos a “Moda”. Porque terei eu de me vestir segundo o que um suposto entendido na matéria diz e, assim, ser igual aos seus fiéis seguidores? Já agora, o que é estar na “Moda”? Para mim moda é o que eu quiser, o que me apetecer vestir, comprar ou usar. Infelizmente chegamos ao ponto em que, se acreditarmos em ideais opostos aos estipulados e nos comportarmos de forma diferente da maioria, acabamos por ser chamados de aberrações (e não só).
Sinceramente, não quero saber! Ponham-me a etiqueta que quiserem. Sussurrem à vontade quando eu passar, sejam mesquinhos, hipócritas, falsos... estejam à vontade, só vos ficará mal. Para mim, o importante é ser sempre eu, mesmo que em demência, seguindo o socialmente incorrecto. Nada mais me importa, sou livre de pensar individualmente e de sonhar. Esta estranha forma de liberdade é minha, não me irão conseguir privar da mesma.

terça-feira, setembro 26, 2006


No Silêncio de uma Noite Perdida

Sigo o silêncio desta noite perdida
Nas ruas de uma cidade deserta
E rendo-me ao vento e à sua magia,
Aos encantos de uma alma desperta.

É junto a este mar salgado
Escutando-te a ti e à sua canção
Que procuro no céu estrelado
A divina e eterna razão.

Não me roubem estas noites de verão
Perdidas numa cidade, perdidas no mar;
Não me roubem as estrelas nem a alma;
Não me roubem o eterno amor humano.

Quando o fogo arde, arde em mim
Para que veja a dança das sombras,
Sombras daquilo que já sofri.
Não me roubem as velhas esperanças.

Quero ser mas ser vivo,
Não perdido nas brumas da incerteza
Por trazer um sonho corrompido
Por ser velho sem a antiga beleza.

Quando amanhã de novo acordar
Que não seja mais se não eu
Pois mesmo que de ti perdido irei acreditar
Que não fui o único quem aqui perdeu...

sexta-feira, setembro 22, 2006



UM POUCO DE MIM MESMO

Eis uma tarefa que me foi sugerida pela bloguer Ruby Sackville-Baggins, proprietária do blog http://rubysackvillebaggins.blogspot.com/ . Esta tarefa consiste em inumerar seis coisas sobre mim; após realizar essa tarefa irei pedir a outras seis pessoas (bloguers) que façam o mesmo para darem continuidade a este ciclo. Os escolhidos deverão realizar esta tarefa nos seus blogs, escolhendo outras seis coisas para se caracterizarem, à sua escolha, e, no fim, escolherem outros seis nomeados diferentes para realizarem a mesma tarefa.

Vou tentar realizar esta tarefa. Falar sobre mim parece algo difícil, mas não custa nada tentar.

Literatura
Adoro ler. Desde pequeno que é um dos meus passatempos favoritos. Abrir um livro e passar uns bons momentos a desvendar os seus segredos, embrenhado nas suas aventuras, é algo que me dá muito prazer. Os meus temas favoritos no que toca à leitura são ficção científica, filosofia, psicologia, romance histórico e poesia. Gosto tanto de literatura portuguesa como de literatura estrangeira. Gostava muito de dizer alguns títulos de obras li, mas são tantas e variadas que nem amanha saía daqui.
Para mim os livros são algo muito especial. Com eles podemos aprender ou então limitarmo-nos a descontrair. É óbvio que podemos ler só para nos deliciarmos com a sua história, mas uma das coisas que também penso ser algo construtivo é analisar o que lê-mos. A maior parte dos escritores, ao escreverem um livro, deixam-nos mensagens que nos podem ajudar a ver o mundo de outra forma, ou simplesmente saber o que lhe ia na alma. Normalmente isto é mais fácil de identificar na poesia.
Os meus locais habituais de leitura são a cama, os transportes públicos ou até mesmo numa esplanada. Isto não me impede de ler noutros locais, mas estes são mesmo os mais frequentes.
Infelizmente, os portugueses têm poucos hábitos de leitura. Penso que as principais causas para o efeito são uma geração demasiado apegada às novas tecnologias e o factor económico.

Escrita
Escrever é algo que me ajuda a exteriorizar aquilo que sinto e que, por vezes, não consigo dizer por palavras. Quem me conhece acha estranho o facto de eu me expressar de uma forma diferente através da escrita, de uma forma muito mais madura. Não sei, o que escrevo é instintivo e é claro que penso quando estou a escrever, mas não consigo encontrar uma explicação que possa esclarecer tal coisa.
O que mais escrevo são poemas; poemas românticos, crítica social, etc... Também costumo escrever pequenos textos de pensamento interior, sobre mim ou sobre o mundo que me rodeia. Escrever faz-me sentir vivo e faz parte de dois dos meus grandes sonhos: seguir jornalismo de imprensa e ser um escritor reconhecido (pela positiva, é claro ^_^).
Gosto muito de escrever perto do mar, em esplanadas, no campo ou na cama, quando não consigo adormecer.
Gostava muito de ter tempo e cabeça para escrever um romance, uma vez que tenho várias ideias e histórias feitas na minha cabeça, mas passar para o papel é mais difícil.

Mar
Para mim o mar é um excelente meio para aliviar o stress. Acho que é um dos melhores confidentes. Ficar sentado a observar a rebentação das ondas, escutando o seu canto. Gosto da sua beleza, da diversidade de vida, dos seus mistérios e das lendas e mitos que giram à sua volta. É muito especial para mim. Infelizmente o ser Humano parece ter como objectivo destruir a sua beleza, mas isso é outra história...

Lua
A Lua é o meu símbolo romântico. O ideal é mesmo ter a junção desta com o mar, numa praia à noite. Também esta já me serviu de confidente e amiga.

Música
Gosto de praticamente todos os géneros musicais e uso cada um para uma dada situação. Ouvir música pode ajudar-me a relaxar, a descarregar as energias negativas acumuladas ao longo do dia ou então para ouvir, simplesmente, enquanto faço outra coisa qualquer.

Mau feitio
Como ser humano que sou, por vezes tenho um pouco de mau feitio. Por vezes penso que funciono com dupla personalidade: num momento estou muito bem disposto e por vezes, sem razão nenhuma aparente, fico de mau humor. Este mau feitio que por vezes tenho leva-me a ser muito teimoso e difícil de suportar. É um dos meus maiores defeitos e que convive muito comigo sabe bem disso. Só posso é pedir desculpa, uma vez que faz parte de mim e não conseguir evitar ou controlar...

Anime
Se há coisa que eu também adoro muito é animação japonesa. Algumas pessoas pensam que isso é só para crianças e não acham piada nenhuma, mas gostos são gostos. Uma das coisas que me atrai no anime é as histórias, repletas de mensagens sobre a vida, diversos temas e também cultura. Para muitos não passam de desenhos animados japoneses, mas para mim é mais que isso. Tem um misto de aprendizagem interior aliados à fantasia da criança que há dentro de cada um de nós. Basta é saber escolher o anime certo que se enquadra mais na nossa forma de ser, porque diversidade é o que não falta.


E é só!
Demorei mais de uma hora a realizar esta tarefa, mas até achei divertido!
Os escolhidos para continuarem esta tarefa são:

Horcruxes
Hugo Vieira
JuliusClausius
Klatuu o Embuçado
Ana Origami
Ac-Nataraj


Para o caso dos seleccionados não quererem realizar a tarefa não há problema, não é obrigatório! Caso o façam, divirtam-se!

quarta-feira, setembro 20, 2006

Desde segunda feira que regressei ao liceu. Um novo ano lectivo pela frente permanecendo num aglomerado de sons, cor, luz (ou falta dela)... Há algo aqui que continua a assustar-me.

O Reencontro
Reencontrei o liceu, o mesmo em que estudo parece já uma eternidade. O mesmo de sempre, com os mesmos defeitos de sempre e mais alguns que já consegui detectar. Com o jornal de Março ainda afixado, o jornal que eu fiz e que ainda ali permanece, esquecido no tempo. Vejo de novo os velhos alunos e os novos; acumulam-se no caminho e nas entradas, obstruem as passagens e provocam um ruído que se pode assemelhar ao de um galinheiro.
Reencontrei os meus colegas, os mesmos desde o 10º ano e alguns anteriores. Estão iguais ao que sempre foram.
Reencontrei um pedaço de tempo que parou, um pedaço de tempo que não avança...

É tudo tão igual ao de sempre e sempre tão diferente de mim. Banais discussões, risos histéricos, problemáticas de uma adolescência ainda por ser feita. Não vou ver este quadro como um pesadelo, mas sim como algo que me pode fazer mudar mais um pouco, evoluir. Vou aprender o que quero aprender e tirar o pouco que resta de interesse. Se tiver tempo, mesmo que os outros não se importem, vou dar um pouco de mim para que possa mudar alguma coisa. Tentar fazer com que, no futuro, os que vierem e os que já cá estão, possam ter algo melhor, algo que lhes faça ter prazer em permanecer ali.

segunda-feira, setembro 11, 2006















O teu Lar

Percorrendo os espaços verdejantes
Do tempo dos românticos
Sigo o vento e as folhas
Em busca de um olhar

Senti o gosto doce desta terra
Tão doce como os teus beijos
Na procura de outros tempos
De outras vidas

E é no enlear dos sonhos com a vida
Que descubro a fantasia
De mundo teu, escondido,
Que agora me revelas

Seria sabiamente protegido
Se o amor não existisse
Para acalmar as feras da oposição
Que agora confiam em mim

O tempo parou para nós
Não, não parou
Nós é que já não damos por ele
Pois perdeu-se na indiferença

sábado, setembro 09, 2006

Animal Attraction

Bem, eis um video animado que nos fala de algo que não nos difere muito dos animais - sexo! Hoje em dia é algo muito explorado, mesmo a nível comercial. Deixem-se de tabus e divirtam-se ^_^

quarta-feira, setembro 06, 2006

A Eterna Mudança

Este desenho foi feito hoje por mim. Como é óbvio, trata-se de um desenho abstracto. Dei-lhe o nome de “A Eterna Mudança” pois foi nessa ideia em que me baseei para o fazer. O bom do abstracto é que cada um pode tirar as suas próprias conclusões. Sei que não está nada de especial, sinceramente nunca fui bom no que toca a desenhar (e em muitas outras coisas). Todos os anos em que tive Educação Visual as minhas notas eram sempre à base do 3. Por estranho que pareça tive 5 no último ano em que tive esta disciplina. Enfim, nada é perfeito e este desenho é uma dessas coisas imperfeitas, mas tem o seu significado, pelo menos para mim. Espero que gostem. Verdade seja dita, mesmo que não gostem ele está aqui, isso não muda nada, mas podem dar a vossa sincera opinião, eu não fico chateado.

sábado, setembro 02, 2006

"Night Garden" - Sue Memhard

Num Jardim

O céu tinge-se de negro
enche-se de estrelas
e é nesta noite, num jardim,
em que o tempo pára
deixando-se levar
ao sabor do vendo
que agita o fogo da memória.

O incenso arde, perdido,
perdido no verde escuro
no silêncio
nas conversas
num momento vago
ou na imensidão
da simplicidade.

Será sempre um jardim
ou mais que isso.
Hoje é o que eu quiser
o que a fantasia permitir...
Quando a noite terminar
despeço-me
com a promessa de voltar.

Este poema surgiu num jardim, em casa de duas pessoas que, além de tudo, são minhas amigas. O jardim, as pessoas e os livros ajudaram-me a criar este poema. É diferente e, para mim, especial. São as pequenas coisas que marcam a diferença e estes ofereceram-me pequenas grandes coisas. Obrigado ^_^

quinta-feira, agosto 24, 2006


Quando o Calor Aperta

Haja vontade para ver tanta gente
Exibindo as suas curvas em roupa reduzida,
Talvez por terem o sangue muito quente
Ou aos tecidos alguma estranha alergia.

É vê-las na praia banhando-se ao Sol
De cabelo solto ao vento na rebeldia;
Acham-se brasas esquecidas no lençol
Rindo-se do nada numa estranha alegria!

Com a procriação a guinchar e a correr,
São os olhos de quem, já cansado,
Os afunda em castelos de areia para não os ver
Pois nada é pior que um leitão mal educado.

É vê-los amontoados uns em cima dos outros
Pois, quem sabe, aquela área não é a melhor!
Tão juntinhos que até parecem monos,
Todos eles infelizes filhos do "nosso" Senhor...

domingo, agosto 20, 2006


Frias Noites de Agosto

Hoje é mais uma das noites de Agosto
Em que o calor se extingue à sua fraqueza
E deixa que o corpo gele na indiferença
De ser de alguém a seu bom gosto.

Só e perdido na noite, deixa-se levar
E navega pelo céu estrelado de fantasia
Soprando as velas com tristeza e agonia.
Já não se preocupa se, um dia, não voltar...

Sente-se um corpo vazio com uma alma nua,
Nua de sonhos, esperança e força de guerreiro.
Agora só lhe apetece chorar quando, no travesseiro,
A cabeça cai pesada por ser tão dura.

De quem é a culpa se, na verdade,
Não pediu para existir ou mesmo nascer,
Não desejou que o tempo o visse crescer?
Nem o destino culpa pela sua crueldade!

Agora que rodeado de um pouco do Mundo,
Ouvindo vozes perdidas na dimensão,
Continua a sentir o vazio da solidão
Levando-o cada vez mais para o fundo.

Quando fechar os olhos para dormir
Já lhe irão esperar os medos sinistros
Que entrarão, mesmo não sendo bem vindos,
E atormentarão a luz soltando mudos gemidos...

sábado, agosto 19, 2006

EM BUSCA DE MIM PRÓPRIO

Daqui a poucas horas estarei a caminho de umas férias que penso serem merecidas. Estar longe daquilo que vejo todos os dias, sentindo-me mais perto do mar, talvez me ajude a compreender melhor tudo o que em mim agora sinto. Pergunto-me a mim próprio o porquê deste sentimento de revolta interior que me mantém num suster de respiração quase que permanente. Talvez tenha tudo para ser feliz, mas porque não me sinto assim? Heis uma pergunta à qual espero obter resposta nestes dias.
Eu gosto de Lisboa, a Baixa e as suas ruas cobertas de música, cor, luz... Gosto até da minha casa, o suficiente para o dia a dia; gosto de ter um espaço meu, onde agora escrevo estas palavras, pensando no motivo pelo qual o estou a fazer. Apesar de tudo, gosto de me distanciar deste mundo do dia comum e partir. Sei que não é por muito tempo, nem eu conseguiria tal proeza, mas é o tempo suficiente para aprender a ter saudades e até mesmo para arrumar algumas ideias. Espero voltar a encontrar-me, tocar na minha alma e abraçar o meu “EU” interior, mais uma vez. Só longe o conseguirei, mesmo não estando sozinho.
Esta imagem que ilustra o texto, tem algo que me despertou a atenção. Gostava que, quem lê-se este humilde e tosco post (e blog), me disse-se o que pensa dela, o que lhe transmite e, para os mais audazes e sonhadores, que sonhos e fantasias vos trás à memória.
Até ao meu regresso
^_^

quinta-feira, agosto 17, 2006


PALAVRAS NOCTURNAS
(1)



É durante a noite solitária que os medos fogem da alma para atormentarem os sonhos. Soltam-se gemidos abafados pela almofada quebrando o silêncio, mas mais ninguém o ouve. E é aí que se ouve o estalar da mobília, trazendo ao momento um gosto mais assustador, alimentando assim a sensação de solidão. Porque me lamento se, na verdade, fui eu que escolhi o meu destino? É este o sinal da cobardia de fazer o tempo mudar... Posso ser um cobarde da vida, sobrevivendo para os outros, mas ainda existo como matéria. Sou a matéria de um sonho de ninguém, perdido nas madrugadas de uma terra que não existe.
A história já mudou. Não sou mais se não aquele que escreveu e escreve palavras que tu nunca compreendeste. As palavras que saíram e ficaram à espera que tu as lesses, mas tu não o fizeste. Dizias que sim e, na verdade, cheguei a ver-te declinado sobre elas, mas isso não basta. Não basta dizer que são belas, ou agradecer pelo facto de lá estarem, é preciso também compreendê-las e isso tu nunca soubeste fazer. Não te culpo por isso, culpo-me a mim por as ter escrito. Agora que o vento já as levou ficaram as folhas em branco, num livro ainda por escrever. Esse será um livro de histórias que nunca te contei porque nunca as quiseste ouvir e eu nunca as quis contar. Para ti não interessa saber de onde vêm as palavras porque já não te fazem falta, nunca fizeram, foi apenas um misto de conveniência e obrigação.
As palavras que agora escrevo têm apenas o sentido que lhes dou, não são para ti. Expresso com as mãos aquilo que os olhos viram e que a alma agora sente. A minha curta existência, como tu tantas vezes me disseste, sente que a criança por ti afirmada já não existe. Onde foi parar a inocência que me roubaste sem te dares conta? Perdi-a e sei que não voltarei a encontrá-la. Também já não a quero, só iria fazer de mim um alguém ainda mais fraco do que já sou. Não vou continuar a divagar em sonhos, já não valem aquilo que queria. Até esses escondeste de mim. Mesmo que afirmes ser mentira, eu sei aquilo que sinto, aquilo que fui e aquilo que agora sou. A culpa não é de ninguém, também não é tua. A culpa é minha pois fui eu que um dia os libertei.
Esta noite vou deixar-me ficar no silêncio, até que a madrugada volte e me faça renascer. Se não voltar deixem-me dormir e viver na fantasia para que ninguém ma roube.

segunda-feira, agosto 14, 2006

METÁFORA DA VIDA

(exemplo 2)


A cada dia que passa sinto que tudo se pode transformar em algo diferente. Mesmo aqueles dias sombrios, dias em que olho o estranho espaço que se encontra para lá da janela e deparo-me com um mundo cinzento, onde pequenas lágrimas escorrem nos vidros que reflectem a minha dor. Ainda hoje tenho presente na memória esse cancro. Sim, não o esqueço e talvez nunca o esquecerei. Que ironia! Por vezes não nos lembramos do que temos de bom, apenas daquilo que nos tortura... Será mesmo isso assim tão importante ao ponto de não ser esquecido? Não, mas certamente deixou a sua marca, uma cicatriz que se ressente nos dias frios. Esses dias parecem não ter fim, mas tudo depende do sentido que lhes damos. Penso que não adianta sofrê-los mas sim aprender com eles.

Quando a noite assombra os pensamentos furtivos da alma, por hábito, trancamo-nos num quarto, numa casa, num mundo, trancamo-nos em nós mesmos, rodeados de um silêncio ensurdecedor, de sombras, saboreando o salgado gosto das lágrimas. Valerá a pena escondermo-nos do mundo? Será que tal nos vai acalmar a dor? Penso que só atiça mais as chamas que nos consomem o gosto pela vida.

Quanto mais eu me escondia, mais sofria, mais sentia na pele a ferida que lentamente gangrenava. Desconhecia uma cura, mas penso tê-la encontrado. Os ingredientes logo se fizeram aparecer, dançando e cantando, sorrindo numa mistura frenética. Uma noite fora de uma prisão psicológica, rodeado de outros sons para além do soluçar da alma, a música, longas conversas de amigos, a própria natureza e algo que me apura o próprio paladar. Sentir de novo o tempo a avançar, cada vez mais depressa, mais emotivo. Mas parece que não chega ao descanso. Sair mais, viver, escutar o mar, sentir o sol tocar-nos na pele e aquecer-nos a alma. Uma gaivota a voar sobre mim e a cantar um hino à liberdade. Toda a liberdade que ansiava, aquela que eu próprio havia encerrado em mim.

Reconquistar o que muitos odeiam ver, aquele sorriso estúpido na cara todas as manhãs. Sim, podemos achar estúpido, mas sabe tão bem sorrir com vontade. Rir mesmo, soltar umas gargalhadas até que nos doa a barriga. Voltar a sentir a fervura do sangue e corar quando alguém nos toca na pele e nos rouba um beijo, fazendo-nos sentir especiais. Aquele elogio discreto que nos tinge a face. Sentir de novo o pulsar do coração. Penso que assim poderei fechar os olhos e sonhar.

Todos os dias são dias diferentes e de cada um receberei algo diferente. Posso até receber uma tela de tons cinzentos, mas irei guardá-la na esperança de que, mais tarde, a possa pintar com as cores de novos sonhos, com as cores de um sorriso, de um olhar ou até com as cores do amor...

sexta-feira, agosto 11, 2006

METÁFORA DA VIDA
(exemplo 1)
Existem determinados momentos ao longo da grande viagem à qual chamamos Vida que nos despertam diversas sensações. Seja qual for o transporte que usemos nessa viagem, e isso deixo à imaginação e à fantasia de cada um, não nos podemos esquecer que este dará sempre problemas ou então são os trilhos que escolhemos. Penso que o importante é não ficar na berma de uma estrada deserta, de polegar esticado (ou perna, no caso dos mais desesperados) à espera que alguém nos dê boleia. O melhor mesmo é sujar as mãos (ou não, não sei que tipo de meio de transporte usam) e tentar resolver o problema em si.
Reconheço que não é fácil lidar com determinadas situações, qualquer um, numa situação limite, entrou em desespero. Mesmo aqueles que aparentam ser muito fortes e que nada os derruba, sim, mesmo esses derramaram já algumas lágrimas, mas, como são muito orgulhosos, fazem-no às escondidas. O problema de muitos (eu próprio já fui assim) guardam toda a dor e sofrimento que estão a sentir dentro de si, chegando mesmo ao sufoco total. É aí que entram os amigos ou mesmo alguém especial. Mas eles não nos vão dar boleia, nem é isso que se quer. Eles vão ajudar a por o nosso meio de transporte a funcionar de novo, ajudar a retirar do caminho aquilo que nos impede de prosseguir a viagem, etc... Volto a relembrar, eles vão ajudar e/ou podem ajudar, mas nunca o irão fazer por nós, mesmo que queiram, não o podem fazer. A finalização do trabalho e grande parte do mesmo cabe-nos a nós.
A vida tem coisas boas e coisas más e é nesta viagem que aprendemos isso mesmo. Cometemos erros, tentamos emendar o caminho errado que seguimos (pode dar-se o caso de ainda conseguir-mos fazer um desvio para um novo caminho), mas nunca iremos saber qual o caminho certo. Podemos pensar que é aquele e tentar, mas a certeza nunca teremos. Mas, como disse hoje a alguém, a vida pode ser vista (também) como um bolo doce e cremoso (escolham vocês o sabor que mais vos agradar, sim, usem a imaginação) mas com uma cobertura azeda, amarga (escolham como cobertura o sabor que mais odeiam). Não pensem que podem simplesmente cortar uma fatia desse bolo, pôr a cobertura que não gostam de lado e comer só o que é bom. Errado. Vão ter que comer a fatia toda porque, para chegarem à parte boa, têm que provar também um pouco da parte menos boa. Infelizmente não vivemos naquele mundo cor-de-rosa dos livros que líamos em pequenos do “Era uma vez...e viveram felizes para sempre”. Tudo depende de nós.
O importante é nunca desistir de viver. É aprender com os erros, ultrapassar os obstáculos, evitar os trilhos sombrios e ignorar aquelas tabuletas que só nos dão informação errada, gozam connosco ou nos tentam atrair para maus caminhos. Quando se encontrarem numa “situação limite”, não desistam. Podem chorar, sim, porque chorar faz bem, mas nunca desistir. Terão o apoio de amigos, familiares ou alguém muito especial para vocês caso precisem muito, mas não se encostem a isso, ninguém fará o trabalho por vocês.
Desejo-vos a todos
UMA BOA VIAGEM

quarta-feira, agosto 09, 2006

O FIM DA TORRE DE MARFIM

Todas as noites eu me aproximava da minha Torre de Marfim e no seu topo ficava, observando a luz da lua incidir os seus quentes e serenos raios sobre mim. Seguia as estrelas até ao infinito dos meus desejos, eram noites que me sabiam ao mais puro e doce mel. Como me sentia tranquilo e protegido até ao amanhecer, onde um enorme arco-íris se estendia para mim, dando-me passagem para o mundo real.

Como nunca antes tinha sido atacado, nunca imaginei muralhas nesta minha torre. Quem iria tentar destruir os sonhos de alguém que, na verdade, nada é? Como eu me enganava. Certo dia, logo ao amanhecer, o azul do céu foi absorvido pela escuridão, mesmo diante dos meus olhos. Nesse momento senti o medo, a insegurança de perder tudo o que tinha. Nada poderia prever aquele acontecimento. Sem que nada pudesse fazer, abandonei o meu sonho, na esperança que tudo voltasse à normalidade ao meu regresso.

Nessa noite, como sempre, regressei à minha Torre de Marfim. Fiquei assombrado com a visão fantasmagórica que os meus olhos assistiam: a minha torre, envolta numa tempestade de ódio e pesadelos! Ao tentar entrar para a defender alguém me interceptou. Era um anjo da morte, um devorador de sonhos. Não consegui conter as lagrimas quando me disse que a torre já não me pertencia e que a sentença era a destruição. Não compreendia a razão e ele limitava-se a rir, num riso de loucura que ecoava devastando tudo à sua volta.

Foi neste dia que perdi o meu bem mais precioso... Terei agora que reconstruir aquilo que perdi, recomeçar do nada. A loja dos sonhos está fechada e eu já não me lembro do caminho... Resta-me agora esperar na escuridão, que alguém me dê a mão e me ilumine o trilho que um dia voltarei a seguir...

terça-feira, agosto 08, 2006


A Caixa de música

Era numa caixinha de música
Onde meus sonhos eu guardava
E sempre que eu lhe dava corda
Ela tocava, tocava e eu sonhava...

Era uma musica de sorrisos
Que entoava no mundo só meu
Dando-lhe cor, fantasia e alegria!
Já não me lembro de quem ma deu...

Um dia ela deixou de tocar,
Serrou-se num silêncio medonho!
Como poderia sem ela sonhar?

Vejo-a agora na sua inutilidade,
Coberta pelo pó do esquecimento,
Trazendo-me a sua saudade...

domingo, agosto 06, 2006

Card Captor Sakura - Hitorijime

Este foi o meu primeiro AMV (Anime Music Video) de Card Captor Sakura. Foi feito a 20/11/2004 e para isso utilizei dois filmes de CC Sakura e a música Hitorijime da OST da série original. Finalmente com conta no Youtube pude lá por este video e partilhar com quem o quiser ver, inclusive aqui no blog.
Pode não ter muita qualidade,porque ao por no Youtube perdeu-a. Espero que gostem ^_^

quinta-feira, agosto 03, 2006

Vassalagens de outras Vidas

Nesta noite de murmúrios perdidos,
Nas sombras inquietas da alma,
Quero que me consumas o corpo
Já morto e desprendido de sentidos.

Quero ver o brilho dos teus olhos
Perseguirem os meus na eternidade
Até que a respiração ofegante cesse
E deixe fluir a essência de outros sonhos.

Desenraíza-te desse lodo imundo!
Deixa-te crescer em páginas soltas
Na neblina da eterna mudança...

Não soltes esse grito corrupto
Para que não se perca na cidade
Onde os pobres se passeiam.


quarta-feira, agosto 02, 2006

CORPO E ALMAFotografia de Ricardo Costa - ...Just can't take it...

O corpo é algo susceptível ao toque, pode ser tocado, acariciado. Nele são idealizadas as fantasias de cada um num desejo carnal. Olho-os, loucos, pairando no ar, seguindo a doce fragrância corporal, os traços da magistralidade de Adónis ou de Vénus; desejam senti-los e possuí-los em insânia.

Na alma jamais poderão tocar. Podemos contemplar a sua perfeição, admirar os seus vértices de cristal. É a luz que brilha no interior e que raramente é observada pelos olhares levianos de um povo cego e materialista.Todos nós queremos um corpo, é certo, mas para além do corpo está a alma, a personalidade de cada ser.

terça-feira, agosto 01, 2006

ALMAS SOMBRIAS E CONFUSAS


Estarei eu eternamente condenado a viver neste mundo corrompido? Um mundo de sombras, de almas perdidas, de obscuras ilusões, onde qualquer passo se pode tornar numa fatalidade letal.

A cada dia que passa sinto a gélida lamina da Morte trespassar o meu corpo vezes sem conta fazendo-me perder a força e a lucidez momentânea da esperança.


Solto palavras ao vento para que obtenham liberdade antes de morrerem em mim. Espero que não se percam em rasgos de loucura...

Que o Mar lave o sangue que derramo por cada sonho mal parido pela alma.