quarta-feira, janeiro 31, 2007

Liberdade Condicionada

Vou libertar a minha alma
Deste corpo que a aprisiona;
Soltá-la ao vento rebelde
Para que dance com ele
Numa noite de lua cheia!

E ela dançou, toda a noite,
Tocando nas folhas mortas,
Perdidas, algures, na memória…

Podia ser um momento único,
Eterno – fugitivo do tempo!
Mas não foi… Regressou,
Sendo aprisionada no despertar
Do corpo de vida passiva.

Esperou… nada … o silêncio…
A esperança perdida num
Leve e amargurado suspiro.

A noite por fim chegou
Mas a minha alma permaneceu
Imóvel e fria, decidida a ficar;
O medo da dor do regresso
Apagou a chama da liberdade…

terça-feira, janeiro 30, 2007

The Only One

Mais um AMV, de vários animes de meu agrado. Espero que gostem! ^_^
Esta semana tenho andado muito ocupado. Trabalhar e estudar tem os seus custos...
Relativamente ao post "A Psicologia da Paixão", confirma-se a teoria. É importante realçar que paixão não é esclusivamente amorosa.

domingo, janeiro 28, 2007


Saudades do Mar

Sinto saudades do Mar,
De toda a sua essência
Tão suave e pacífica,
Apaziguador da consciência.

Era noites quentes de Verão
Em que a Lua iluminava as vagas
Numa ardente e fugaz paixão,
Intima e discreta, perfeita!

Como anseio envolver-me
Em momentos mágicos e puros
Que só o Mar e a Lua me podem dar…

Se a saudade me consumir
E o meu corpo gelar sem a Lua
Que se liberte a alma no Mar…

sexta-feira, janeiro 26, 2007

A Psicologia da Paixão

Hoje, na aula de Psicologia, surgiu-nos um problema. Estamos de momento a estudar as emoções, os sentimentos e os afectos. Como devem calcular todos eles são diferentes e têm as suas próprias definições e características. Devido a um exercício do livro, em que, para além dos nomes que referi, incluía também a paixão, surgiu uma grande dúvida: onde é que iremos encaixar a paixão? Nada no manual escolar nos dava resposta para esta pergunta. Começámos a debater a questão da paixão, mas chegámos à conclusão que não podia ser inteiramente um afecto, era demasiado forte e de curta duração para ser um sentimento e demasiado longa para ser uma emoção. Após alguma discussão e argumentação, acabámos todos na Mediateca do liceu, divididos em grupos, com grandes livros e dicionários de Psicologia nas mãos, em busca do conhecimento.
Enquanto os outros grupos se perdiam em conversas que nada tinham a ver com o assunto que nos tinha levado até ali, o meu grupo “arregaçou as mangas” e começou a trabalhar o assunto. Acabámos por chegar a uma conclusão. Para que possam seguir o nosso raciocínio, vou colocar as definições que fomos encontrando e nas quais nos baseámos para fundamentar a nossa teoria.

Paixão
Polarização da afectividade num sentimento ou numa ideia. Ribot define-a como uma “emoção prolongada e intelectualizada”, sublinhando o seu carácter afectivo, violento, duradouro, mas não esclarece a sua própria natureza. Mais do que uma componente da afectividade, a paixão é uma maneira de ser da personalidade inteira; resulta de um encadeamento de experiências vividas e tem origem numa tendência profunda à qual todas as outras se subordinam.

Emoção
Emoção-choque:
reacção breve, global, do organismo a um acontecimento imprevisto.
Emoção-sentimento: quando a emoção se prolonga. A palavra emoção é, então, muitas vezes sinónimo de afectividade.

Afectividade (no adulto)
A emoção é um estado temporário, marcado por modificações fisiológicas. É uma conduta primitiva pela qual o organismo reage a um acontecimento súbito;
O sentimento é um estado mais durável que comporta prolongamentos e matizes. O seu aspecto fisiológico é mais discreto que na emoção. O sentimento tem uma significação, representa uma necessidade para quem o experimenta;
A paixão é um sentimento poderoso, avassalador, que canaliza a vida psíquica numa direcção principal, dominando-a de maneira sistemática.

Conclusão:
Sendo assim, a paixão pode ser, na nossa opinião, uma emoção-sentimento, visto que se prolonga, ou seja, tem a parte duradoura do sentimento mas, também, a intensidade avassaladora da emoção. Segundo Ribot, a paixão é uma “emoção prolongada e intelectualizada”.
A intensidade das paixões, o seu dinamismo, o seu valor espiritual e moral, dependem da correlação entre os estímulos exteriores (acção) e a reacção, adequada ou não, do sujeito, sempre imprevisível e variável segundo as circunstâncias e disposições íntimas de cada um.

Esta foi a nossa teoria. Como o tempo não chegou, não tivemos oportunidade de a expor ao professor e ao resto da turma. Na segunda-feira já trago novidades quanto à veracidade da mesma. Até lá podem dar-me a vossa opinião. As críticas e refutações são bem vindas!

domingo, janeiro 21, 2007

Uma Semana de Mudanças
e
um Fim-de-semana para Relaxar


Esta semana que passou foi marcada por algumas mudanças.
Finalmente, depois de muito trabalho e apertões sobre a irresponsabilidade de alguns colegas, a primeira edição do Jornal 7 Letras foi publicada. Infelizmente, e devido à pressa, que, como sabem, é inimiga da perfeição, teve alguns erros de redacção. Para o mês de Fevereiro ficou a promessa de termos mais cuidado, isto porque, tal como disse a minha professora de Área de Projecto, “Cadelas apressadas têm filhos tortos”. O Jornal 7 Letras do mês de Janeiro está também disponível na internet, no blog http://jornal7letras.blogspot.com
Outra das mudanças, que foi muito falada no meu liceu, foi a minha mudança de visual. Pois é, ao fim de tanto tempo a usar o cabelo ligeiramente comprido, decidi cortá-lo. Qual não foi o meu espanto, ao entrar no liceu, ver tanta gente a olhar para mim, a sussurrar, e a dar-me grandes elogios. Não estou a exagerar… É superficial, mas acho que, grande parte da população juvenil daquele liceu, não tem mais nada que fazer se não viver da vida dos outros.

Finalmente o fim-de-semana chegou. Como o sábado ofereceu condições atmosféricas propícias a um passeio, decidimos visitar a Quinta do Conventinho. Só lá tinha ido uma vez, em passo de corrida, na companhia dos meus pais. Para mais informações relativamente à Quinta do Conventinho podem ir ao site http://viajar.clix.pt/com/tesouros.php?lid=84&lg=pt
Inverno:
- Terça a Sexta-feira das 10h00 às 18h00
- Sábado e Domingo das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
- Encerra à Segunda-feira e feriados
Verão:
- Terça a Sexta - 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
- Sábado e Domingo - 14h00 às 20h00
- Encerra à Segunda-feira e feriados
Morada:
Museu Municipal de Loures
Quinta do Conventinho
2670 Loures

Antes ainda fui almoçar ao café/restaurante Campino, um restaurante refundido e calmo, mas com comida saborosa e com preços aceitáveis.

Como o tempo não era muito, uma vez que trabalho aos fins de semana, apenas visitámos os jardins. Quando eu digo “apenas” não quero com isso dizer que é pouco, mas, para quem tiver mais tempo, pode também visitar o museu, a capela, entre outras coisas. Também dispõe de uma cafetaria.
Cada vez me sinto mais atraído pelo verde. Visitar os jardins fez com que me sentisse muito mais calmo. As energias negativas foram-se com a suave brisa que pairava no ar. Todo aquele verde vivo deu-me energias para mais uma semana que se aproxima velozmente.

Aqui ficam algumas fotografias deste dia espectacular:

Penso que todos deveriam tirar um dia por semana para passear com quem mais gostam. É relaxante e reconfortante. Não precisam de ir para longe de casa, se calhar existe algo bem perto que ainda não conhecem. Se o tempo for escasso, o que são duas horas? Todos temos duas horas livres, pelo menos uma vez por semana. Vivam e aproveitem aquilo que têm de melhor.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Dúvida de Ser

O meu pensamento perde-se na noite
Mostrando-me todas as incertezas
De uma vida ainda verde e inexperiente,
Onde as dúvidas surgem incessantemente.

Quero saber quem sou e porque sou,
Não ser só um fluir de vida simples
Em cada suspiro indiferente ao resto,
Em cada batimento cardíaco…

Qual o sentido de toda uma vida
Onde o tempo dita as leis e agoniza
Os pensamentos do intelecto
Sobre a dúvida existencial de todo um mundo?

Se ao menos me pudesse arrancar,
Sair do meu corpo para me ver
E analisar cada movimento meu
Na esperança de me compreender…

Sei que não sou nada, não sou ninguém,
Apenas alguém que vive, que respira;
E por isso me questiono sem medos
Para que não me perca nas sombras.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Loveless - Voiceless

Não conhecia este anime, mas depois de ter visto este AMV, confesso que não resisti em arranjar forma de o poder ver. A música é calma e a montagem da imagem com o som está muito bem feita. Adorei! Espero que gostem.
Aproveito também para anunciar que o primeiro número do Jornal 7Letras foi publicado, jornal feito por mim e pelos meus colegas no âmbito de área projecto, e que os artigos também se encontram disponíveis em http://jornal7letras.blogspot.com

segunda-feira, janeiro 15, 2007


Corpos Cinzentos

Nas manhãs cinzentas e frias
Em que a luz é branca e fraca
Cobre-se um corpo de tons cinza,
Deitando-se para a morte.

A carne do Homem é fraca
Assim como a alma moribunda
Corroída pela peste que a consome,
Uma peste social e sombria…

Corpos sem cor, sem sonhos,
Vestidos pela marca da moda,
Em gestos artificiais e banais
E sorrisos de expressão vazia.

O tempo é agora um mecanismo
De corrida para apanhar o autocarro
Ou acelerar mais um pouco,
É o abandono de quem espera.

A falsa alegria da sociedade
Reduz-se ao tinir da caixa registadora
Ao receber a compra que os olhos
Tão iludidos cobiçaram.

Somos cinzentos, somos tristes
E vivemos em depressão constante!
As cores já não interessam;
A vida já se perdeu, algures…

quinta-feira, janeiro 11, 2007

AMV - Ah! My Goddess! - "Lost in an Instant" - ROYKSOPP

Um AMV de "Ah! My Goddess!", um dos meus animes favoritos. Música "Lost in an Instant", dos Royksopp.
Espero que gostem!

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Menos Taxis em Lisboa
A partir de 2008, vai haver menos táxis a circular em Lisboa. O governo quer reduzir para seis em cada semana o número máximo de dias de circulação para diminuir a poluição na capital.

A notícia é avançada hoje pelo “Diário de Notícias”. As novas regras obrigam os taxistas a folgarem um dia por semana, mas associação do sector já fez saber que não vai aceitar a decisão. O executivo pretende ainda diminuir a velocidade nas auto-estradas. O objectivo é reduzir para 118 quilómetros/hora a velocidade média, até 2010. As medidas inserem-se num programa do Governo para combater o aquecimento global, aprovado no último verão.
http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/20070108+-+Menos+taxis+em+Lisboa.htm
Qual não foi o meu espanto quando li esta notícia. Segundo o governo, devemos cortar nos transportes públicos a fim de diminuir a poluição na capital. Se a grande utopia ambientalista seria fazer com que as pessoas apenas utilizassem os transportes públicos dentro das cidades, deixando os carros à entrada da cidade, em parques de estacionamento, não consigo entender a razão pela qual terão os táxis, transportes públicos, que reduzir a sua circulação por Lisboa. Se querem tanto reduzir a poluição dentro da capital, que tal fazerem a mesma lei mas, em vez de aplicada aos taxistas, aplicarem-na aos cidadãos? Assim, além de promoverem uma redução da poluição na capital, iriam promover o uso dos transportes públicos.
É bom saber que o Governo português se preocupa com o aquecimento global, mas que o façam com inteligência.

Relativamente à velocidade máxima nas auto-estradas, sendo que, actualmente, temos até 120 quilómetros/hora, valor que nem sempre, ou raramente, é respeitado, como pensam conseguir reduzir para 118 quilómetros/hora? A minha dúvida é simples: O conta quilómetros de um carro normal (aqueles em que este não se apresenta de forma digital) marca os valores numa escala de 10 quilómetros/hora; sendo assim, teremos que nos preocupar em olhar para o conta quilómetros e ver se está algures nos 118 quilómetros/hora, em vez de nos concentrar-mos na estrada!

Esta é a minha humilde opinião relativamente ao programa do Governo para combater o aquecimento global. Cada um tem a sua…

segunda-feira, janeiro 08, 2007


Mar Negro

Mar Negro... ó Mar Negro
Que te acercas deste Mundo;
Devorador de almas
E de sonhos perdidos
Na escuridão da noite…

Mar Negro, quem te trouxe?
Toda uma gente vaga
Que se deixa perder nas sombras
E te segue na ilusão criada
Por uma cidade fria e espelhada.

Vejo as almas moribundas
Chorar no teu vazio
(um choro de criança abandonada)
Quando a beleza retalhada
Se perde nas areias do tempo;

Vejo os grandes sorrirem,
Escondendo punhais maliciosos
Na esperança de crescer
Um pouco mais, por mais um dia,
Em cima de alguém caído no chão;

Vejo inocentes verter o sangue
Que rapidamente é consumido
Para que não deixe marcas
Nem seja lembrado no futuro.
Já nem a morte chega…

Mar Negro que o povo criou
E que agora é rei
Consumindo o seu criador,
Em gestos de loucura,
A seu belo prazer.

domingo, janeiro 07, 2007


Teatro, Cinema, Passeios
e muita Diversão em 2007


Teatro

Zé do Telhado
Em cena até 28 de Janeiro de 2007, no Teatro da Malaposta

Preço dos bilhetes – 10€
Descontos Aplicados: 30% - Cartão Jovem / Estudantes; 30% - Grupos 10+; 30% - Reformados e +65; 30% Funcionários Câmara Municipal Odivelas; 10% - Centro Pró Formação; 50% - Cartão Biblioteca Municipal D. Dinis; 50% - Instituto Ciências Educativas


Um espectáculo a não perder, marcado por momentos musicais, dramáticos e de comédia. Num Portugal em que “tudo é pequenino” contam-se as aventuras de José do Telhado, a verdade com o mito, a realidade com a lenda… Um Texto de Camilo Castelo Branco adaptado por Fernando Gomes.

Zé do Telhado… Herói?... Lenda?... Mito?

Ficha Artística

Texto e Encenação: Fernando Gomes

Cenografia e Adereços: Natércia Costa

Figurinos: Manuel MoreiraDesign

Gráfico: Armando Vale

Fotografia: Margarida Nunes

Interpretação: Carlos Macedo, Elsa Galvão, Fernando Gomes, Isabel Ribas, José Nobre, Luís Pacheco, Paula Fonseca, Rui Raposo

Uma co-produção: Klássikus / Teatro da Malposta



Cinema

Eragon
Um filme adaptado do livro "Eragon", de Christopher Paolini.

Ao contrário dos filmes baseados em livros que tive oportunidade de ver no cinema, este, apesar de não seguir rigorosamente todos os pormenores do livro, é-lhe fiel e de grande interesse. Recomendo-o aos fans que leram o livro e a todos os outros que não o leram, pois é esclarecedor e não deixa dúvidas pendentes. Repleto de efeitos especiais, aventura e suspense, é, também, um filme ideal para os amantes de ficção científica.


Passeios

Como o tempo oferece condições propícias a bons passeios, o destino deste sábado foi Sintra. A fome para um almoço já se fazia sentir, começámos por procurar um restaurante calmo onde pudéssemos saciar o nosso apetite. Encontrámos um, refundido pelas ruas de Sintra: Restaurante Bar Augusto. Neste deliciámo-nos com dois deliciosos hambúrgueres caseiros.



De seguida caminhámos por Sintra e fomos até ao Parque de Monserrate, onde podemos visualizar lindas paisagens, tingidas de verde. Desde dia ficaram as memórias e as fotografias para recordar.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Angels, sailor moon AMV

Começo o ano com um AMV de Sailormoon.
Desde sempre que foi o meu anime favorito pela força que transmite, a paz e até mesmo a lição de vida. Quem conhece a saga completa de Sailormoon sabe do que falo.
Era bom que na vida real existisse uma Sailor Moon...
^_^

sábado, dezembro 30, 2006

Este ano foi marcado por muitas lutas. Não vou dizer que foi bom ou mau, a vida é sempre um misto dos dois, só assim temos o equilíbrio. Não vou fazer promessas de fim de ano, prefiro mudar algumas coisas sem ter que prometer, para não cair no erro de não cumprir o que prometi. Não vou dizer que o ano 2007 será melhor a nível sentimental, profissional, etc… Não posso prever o futuro.

Desejo a todos um bom ano, com mais paz, sonhos concretizados, alegrias e todas as outras coisas que desejamos por serem boas. Não se esqueçam de pedir um desejo às 12 badaladas da meia noite de dia 31 de Dezembro de 2006 para 1 de Janeiro de 2007.

Divirtam-se!


quarta-feira, dezembro 27, 2006

Somente Contigo

Contigo, de nada preciso
Pois a vida torna-se fútil
No silêncio da tua ausência,
Perdida de simples sentidos.

Tirem-me o vento incerto
Porque já é frio sem o ter!
Sequem todos os grandes mares
Porque já tenho o sal nos meus olhos!

Roubem-me o tempo fugitivo
Porque para mim nada vale!
Arranquem-me a vida
Porque, só, não tem sentido!

Que os meus olhos se apaguem
Se não te poder ver;
Que os meus ouvidos silenciem
Se não te poder ouvir;
Que não sinta aquilo em que toco
Se a tua pele não poder sentir;
E que o meus gosto se perca
Se teus beijos não poder saborear…

Tirem-me tudo se não te poder ter
Porque nada em mim tem valor
Se a ti não puder dar,
Se não te poder amar…

Só contigo quero sentir a vida,
O Mar, o Vento, o Tempo!
Sentir-te com todos os sentidos e
Arder nas chamas do Amor…

domingo, dezembro 24, 2006


Viagem a Ponte de Lima

Diário de Bordo

20 de Dezembro de 2006



Neste último aproveitámos para descobrir os encantos que se escondiam para lá da Ponte de Lima, construída nos tempos romanos:
- Igreja de Santo António da Torre Velha: construída no século XVIII/XX, de arquitectura religiosa , barroca. Igreja barroca de planta longitudinal composta por nave, capela-mor, sacristia e torre sineira adossados em eixo, seguindo o esquema axial. Apresenta algumas referências ao barroco, como o frontão curvo interrompido e os pináculos de remate das pilastras laterais.
Depois seguiu-se uma visita pelo Parque do Armado (museu rural) onde encontrámos vários jardins, cada um simbolizando uma determinada época:
- Jardim Romano
- Jardim Barroco
- Estufa / Horto Botânico
- Jardim Renascença
- Jardim Labirinto

Desta viagem ficaram muitas outras recordações que irei guardar sempre comigo. Momentos especiais, com alegria e espírito de aventura, marcado por belas paisagens, património cultural histórico e emoções fortes. Recomendo a todos os que gostam de conjugar o verde com a cultura.

sábado, dezembro 23, 2006

Viagem a Ponte de Lima

Diário de Bordo

19 de Dezembro de 2006

Hoje decidimos investigar algum do património histórico de Ponte de Lima. Nem imaginem o quão espantados ficámos quando constatamos que esta zona de Portugal estava apinhada de igrejas.
Eis uma lista de algum do património histórico visitado por nós:

- Museu dos Terceiros: Excelente conjunto de arte oitocentista. Ampliada entre 1745 e 1747, a partir de uma capela que já não satisfazia as necessidades da congregação da Ordem Terceira do Patriarca de S. Francisco da Penitência. Além da Igreja propriamente dita também nela foi integrada a construção de uma sacristia e ampla casa consistorial e de despacho. Foi sagrada no dia 19 de Maio de 1747. O sacrário foi fabricado em 1766. O órgão foi fabricado entre 1825 e 1826. A Igreja, no princípio não tinha torre nem sino, por proibição expressa dos frades do Convento de Santo António, sendo os sinais feitos pelo sino da torre dos mesmos até 1866. Nesse ano, a Ordem, para se libertar de tal jugo obteve autorização para construir a torre da Igreja. A obra foi acabada entre 1807 e 1808, sendo formada por 4 campanários, três tapados a pedra e cal e um só aberto par uma pequena sineta. Depois de expulsos os frades em por decreto de 28 de Maio de 1834, a Ordem desobstruiu aqueles campanários e mandou assentar o 1º sino em 14 de Janeiro de 1838.

- Torre da Cadeia Velha: A Torre da Cadeia Velha ou da Porta Nova resulta das vultuosas obras de beneficiação feitas sobre a torre, que já então aqui existia integrante da estrutura muralhada da Vila (séc. XIV), mandadas fazer pelo Rei O.Manuel para instalação da cadeia da Correição da Comarca e concluídas em 1511.
- Capela da Nossa Senhora da Penha de França

- Igreja Matriz: A Igreja Matriz teve a sua origem e lugar numa ermidinha em que estava erecta a irmandade do Espírito Santo. Data de tempos anteriores à restauração e fortificação da vila (1359) por D. Pedro I. Por cedência da referida irmandade passou a ser a igreja paroquial. No primeiro quartel do séc. XV, como se tornasse insuficiente para a população que aumentara muito, D. João I deu para assento de um novo templo certas moradas de casas que existiam próximas e em 1426 consignou rendimentos confirmados pelos monarcas seguintes. O corpo da igreja, de uma só nave, ficou concluído em 1446. A torre em 1449. Sobreveio destas obras joaninas o gracioso pórtico românico da frente.
- Torre de S. Paulo e Troço da Muralha
- Igreja da Santa Casa da Misericórdia:
construída no século XVII/XVIII.
Depois de Tanto caminhar, achámos que era altura para almoçar. Para saciar a nossa fome escolhemos o restaurante A Torre. Nele podemos deliciarmo-nos com comida caseira feita por duas senhoras muito simpáticas. Assim que se entra no restaurante podemos ter uma vista sobre toda a cozinha. Não há paredes a separá-la dos clientes, apenas um balcão, o que nos permite observar toda a confecção do que nos vai ser servido. A comida estava deliciosa, com um sabor natural que nos faz lembrar os cozinhados dos avós.
Após o almoço prosseguimos a nossa caminhada por Ponte de Lima:

- Casa Torreada dos Barbosa: Datada, aproximadamente, do século XVII, Arquitectura civil privada, maneirista. Casa-torre urbana maneirista, conjugando torre e ala residencial, mais baixa, ambas de alçados muito simples e com fenestração regular.

Após esta breve visita às ruas de Ponte de Lima, fomos investigar outros locais, até que demos conta com o Santuário do Senhor da Saúde.

No mesmo local encontrámos património cultural histórico privado, sem qualquer identificação de o ser, do qual fomos corridos por um caseiro de enchada na mão. Como não poderia deixar de ser, quando pedimos informações a uma senhora que por ali passava, esta contou-nos logo a vida das 3 últimas gerações que por aquela propriedade haviam passado, inclusive os casos amorosos...


(As informações em itálico foram retiradas do site http://www.pontedelima.com/ – para informações mais detalhadas podem consultar o mesmo)

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Viagem a Ponte de Lima
Diário de Bordo

18 de Dezembro de 2006
O despertador do telemóvel toca, 8:30, apesar de estar de férias é preciso acordar cedo para não perder o pequeno-almoço e aproveitar bem o dia. O bom das pousadas da juventude é que, para além de serem económicas, têm o pequeno-almoço incluído no preço da estadia.
Depois do pequeno-almoço tomado, nada como vestir um casaco quente, pôr uma mochila às costas com alguns vens essenciais (caderno, caneta, maquina fotográfica, água, etc…) e partir à aventura.
Pela manha optámos por um passeio pedestre. Começámos por passear por jardins até que demos com a Igreja da Nossa Senhora da Guia (img.4), datada do século XVII.

Seguimos, depois, a eco via, rumo ao desconhecido. Deparámo-nos com caminhos verdejantes e rurais que nos levaram até uma pequena aldeia. Nessa avistámos uma pequena capela e um coreto, mas não tinham indicações da data de construção ou do próprio nome.


Sem nos darmos conta, constatámos que já tínhamos percorrido mais de 5 quilómetros a pé e, como a hora do almoço se estava a aproximar, parámos pela Pizzaria Plátano. Como não poderia deixar de ser, deliciámo-nos com uma piza caseira que tinha como nome Cerqueira. O proprietário informou-nos que confeccionava pizas para supermercados da zona, ultracongeladas, e que tinha para futuros investimentos o fabrico para supermercados de todo o país. O melhor é que comemos bem e a refeição custou-nos apenas 8€.
Após o almoço, alugámos bicicletas para seguirmos outros caminhos da eco via, menos propícios a percursos pedestres. Durante o percurso deparámo-nos com belas paisagens verdejantes, repletas de vida. Este caminho levou-nos a uma aldeia com o nome de Vitorino das Donas. Percorremos, ao todo, 15 quilómetros, tendo ficado estes pela modesta quantia de 4€ de aluguer de bicicleta.


Para o jantar, o restaurante eleito foi o Bela Vitta, no qual nos deliciamos com Francesinhas. Penso que foi das refeições que mais me apuraram o paladar.

A noite ficou-se pelo quarto da pousada, onde pudemos recuperar as energias gastas neste longo e divertido dia.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Viagem a Ponte de Lima


Diário de Bordo


17 de Dezembro de 2006

De malas arrumadas, depósito atestado e muito espírito de aventura, eis que se inicia uma viagem, não muito bem planeada (isto porque o que é bom é partir à descoberta) até Ponte de Lima, uma zona de Portugal que desconhecia. A viagem é longa, 450 quilómetros (sendo Lisboa o ponto de partida) por estradas nacionais, mas com algumas paragens e conversas animadas nem demos pelo tempo passar.
A primeira paragem realizou-se em Rio Maior, para almoçar. O restaurante eleito tinha como nome Violante (café/snack-bar/restaurante/churrasqueira). Nele saboreámos uma boa grelhada mista para duas pessoas e uma espetada de lombinhos. É certo que parecem doses a mais apenas para dois jovens, mas a fome era muita e a viagem ainda iria exigir alguma energia extra. Recomendo este restaurante pois nele foi-nos possível desfrutar de boa comida, com sabores naturais de carne suculenta, no ponto certo confecção.
Ainda a caminho do destino, avistámos o Mosteiro da Batalha, mandado construir por D. João I, na sequência de um voto à Virgem, caso vencesse a Batalha de Aljubarrota. Visto já ser tarde e ainda nos faltar muita para chegarmos ao destino, a fotografia foi tirada em andamento.
Após anoitecer, como o cansaço já se apoderava de nós, fizemos uma pequena paragem pela petisqueira Pôr-do-Sol, uma daquelas tascas cujos clientes habituais são camionistas. Acho que nunca me vou esquecer daqueles olhares que caíram sobre as nossas pessoas, “provavelmente turistas de outra cidade”, sendo que nossa a boa educação foi tão estranhada e considerada desnecessária.
Finalmente chegámos ao destino, a Pousada de Ponte de Lima. Fizemos o chek-in, arrumámos as coisas no quarto e partimos em busca de um restaurante que se encontrasse aberto a um domingo, depois das 22:00. Optámos pelo restaurante Gaio (não que a escolha fosse muita), no qual nos serviram muito bem, tanto a nível de comida como de simpatia e boa educação.
Este primeiro dia ficou-se por aqui. Depois de uma viagem tão longa e exaustiva, rendemo-nos ao “vale dos lençóis” para reabastecimento de energia.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

VISITA AO CONVENTO DE MAFRA

Esta tarde fui ao Convento de Mafra. A grandiosidade da sua construção, a sua história, provocou em mim um certo fascínio. Infelizmente não pude ver tudo, mas quando visitei as varandas tive noção que este é maior do que eu podia ter imaginado. Dei por mim a pensar que o maior feito não está em quem o mandou fazer, D. João Quinto, mas sim naqueles que o construíram, obedecendo aos caprichos dos que possuíam o poder.
Esta tarde ficou gravada na minha memória, um conjunto de momentos de cultura e diversão, na companhia dos meus colegas. Deixo algumas imagens, já que dizem que uma imagem vale mais que mil palavras...





(A máquina não é grande coisa e o fotógrafo também não ^_^')